08 de julho de 2026
Geral

Feira-livre

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

Alimentos têm preços competitivos nas feiras-livres

Alimentos têm preços competitivos nas feiras-livres

Texto: Gustavo Cândido

Mesmo com a crise e mudanças de temperatura abruptas, os alimentos vendidos nas feiras-livres da cidade estão com preços competitivos. A crise econômica fez com que o preço dos alimentos disparassem nas últimas semanas. Gêneros de primeira necessidade como óleo de soja, farinha de trigo, arroz e feijão, tiveram alta em seus preços. O mesmo ocorreu com as verduras e os legumes, que com as constantes chuvas tem tido seus preços cada vez mais altos.

Felício Cavaretto, que fazia compras domingo de manhã, na feira da rua Gustavo Maciel, disse que os preços subiram

"um pouquinho" mas mesmo assim estavam mais baratos do que em outros locais de venda, como os supermercados . "Dá para ver pelo preço da verdura", afirmou a dona da casa Ana Maria de Souza, concordando com Cavaretto.

Para a também dona de casa Maria Elizabeth Rodrigues, os preços continuam iguais ou só um pouco mais altos, mas a qualidade dos produtos caiu bastante.

De acordo com o feirante Benedito da Silva, que trabalha com frutas e só tinha aumentado o preço dos seus produtos importados, a diferença no preço dos alimentos é causada pelo não repasse aos clientes, por parte dos feirantes, dos aumentos dos fornecedores, "tem muita gente explorando por ai, mas a gente não está aumentando os preços", explicou. Até quem não vende alimentos confirma a situação, Yuri Tagiri, que tem uma banca de flores na feira, disse embora o preço das plantas tenha aumentado nas últimas semanas, pela mesma razão do aumento das verduras, a chuva, não é possível aumentar os preços senão não há cliente que compre.

Nessa competição entre os supermercados e as feiras, o preço da banana acabou abaixando. De acordo com Valdecir da Silva, a fruta custava R$ 1,50 na semana passada e agora está sendo vendida à R$ 1,00. "É a concorrência", disse o feirante.

O frango na feira era um dos poucos produtos que não estava com o preço tão baixo, de acordo com os consumidores. A feirante Silvia Maria Aguilhar, que vende a ave, disse que não há como competir com os supermercados nesse ramo, "eles compram caminhões fechados e por isso podem baixar o preço", explicou. Mesmo assim o aumento do frango havia sido de apenas R$ 0,10.