08 de julho de 2026
Geral

Carros adulterados

Marcos Zibordi
| Tempo de leitura: 3 min

Carros irregulares saem das ruas de Agudos

Carros irregulares saem das ruas em Agudos

Texto: Marcos Zibordi

Pelo menos seis veículos com chassi adulterado foram retirados de circulação entre os dias 11 e 24. Polícia tenta chegar à possível quadrilha

Agudos - Os delegados de polícia de Agudos, Eron Veríssimo Gimenez e Elias Evangelista Bueno, mais a equipe de investigadores e um agente policial, apreenderam seis carros com chassi adulterado, entre os dias 11 e 24 deste mês. Os veículos continham o número de chassi de outro carro "quente", que era retirado e implantado em outro carro, provavelmente roubado. A documentação dos veículos também era falsificada.

Segundo o delegado Elias, pelo menos quatro proprietários eram pessoas de boa fé, que compraram os veículos sem saberem de sua situação irregular. "São pessoas que, efetivamente, não têm qualquer tipo de ligação com a adulteração e a falsificação do documento. As outras duas é que são a interrogação, porque têm antecedentes".

Segundo o delegado, a investigação começou com a apreensão de um veículo batido cujo chassi havia sido arrancado. "Nós tivemos informações de que, da cidade de Borebi, estava se deslocando um caminhão carregando um Gol para Agudos, e esse carro poderia ser produto ilícito". Realizada a apreensão, os policiais verificaram que o carro estava batido e não continha o chassi, que tinha sido cortado do motor. "Nós confirmamos que o veículo, já acidentado e sem chassi, estava sendo dado baixa. Nós ficamos preocupados porque se o chassi foi recortado perto de Agudos, então alguém também próximo estaria fazendo o implante em outro veículo". As investigações resultaram na apreensão dos outros cinco veículos, todos em Agudos. Um Monza, um Kadet, uma Pampa e dois Escort foram capturados pela polícia, provavelmente roubados, com chassi de outro carro implantado e documentação falsificada. Segundo Elias, "com toda certeza, se nós não desmantelamos a quadrilha que pratica o roubo, pelo menos desmantelamos a quadrilha que faz a receptação".

O Monza vermelho, ano 91, tem placa de São Paulo (CHI 9065) e foi apreendido dia 12. O número do chassi é 9BGJK11VNN012739. O carro estava com S.R.S.

Dois carros com placas de Lençóis Paulista também foram apreendidos. Um Escort ano 92, dourado, placa BJE 5475, estava com A.M.G. O número do chassi é 9BFZZZ542NB291538. Outro carro apreendido com placa de Lençóis é um Kadett ano 91, cor cinza, placa AVA 9334. O número do chassi é 9BGKT08GNMC300392 e estava com A.D.S.

O quarto veículo capturado pela polícia é um Escort Hobby, ano 95, preto, placa BRG 8853, de Tatuí. O carro estava com E.R.D. e o número do chassi é 9BFZZZ54ZS8670806.

A quinta apreensão, ocorrida dia 24, é de uma Pampa cor prata, ano 87, placa BRN 6834, de Bauru. O carro estava com T.H. e o número do chassi é 9BFPXXLP3HBP63317.

O sexto veículo apreendido foi mandado para a delegacia de Borebi, local da apreensão.

Elias informou que as investigações prosseguem, com três suspeitos sendo investigados como autores da falsificação dos documentos e implante do chassi. Mais três veículos também estão sendo investigados. Segundo o delegado,

"o chassi implantado é o chassi de um veículo existente. Agora nós vamos buscar para ver se levantamos aquele veículo que hoje existe, porque na realidade somente o chassi é quente, porque o veículo é subtraído ou receptado. Temos informação de que os veículos são originários da cidade de São Paulo e que esses documentos estariam sendo 'esquentados' na cidade de São Paulo".

As pessoas que compraram os carros adulterados sem saber irão perder o carro, que já está apreendido. Se for impossível a identificação completa desses veículos, eles retornam aos proprietários. Mas, para que o carro possa "rodar" na legalidade, o dono deve entrar com uma ação judicial para retirar novos documentos do veículo.

Na possibilidade de haver uma quadrilha que rouba ou recepta os veículos, implanta o chassi, falsifica o documento e os vende, a pena para cada integrante é, em média, de 17 anos.