11 de março de 2026
Geral

Comentário político

Redação
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Formação de quadrilha I

O prefeito afastado Antonio Izzo Filho (PPB) pode responder por mais uma denúncia de formação de quadrilha. A indicação está nos vários depoimentos dos acusados de atentados contra os vereadores. São mais de três pessoas, como está previsto no Código Penal, que são denunciadas por participação em pelo menos sete atentados.

Plano de fuga

O ex-secretário de Turismo, Alberto Ayub Jr., assessor fiel ao prefeito afastado, disse ontem, na DIG-Garra, que ele mesmo contou para Izzo sobre a possibilidade de prisão dos dois seguranças acusados nos atentados, Robertão e Djalma. Ayub afirmou que Izzo o mandou avisar os seguranças para "sairem fora de circulação".

Plano de fuga

Segundo Ayub, Izzo mandou dar R$ 400,00 para o segurança Djalma Duarte Gonzaga, a fim de que ele deixasse a cidade. A fuga de Djalma, que evitaria sua prisão temporária, não ocorreu. A equipe da DIG-Garra chegou antes e prendeu não só o segurança como também outros acusados, incluindo Robertão, em Barra Bonita, num imóvel de Antonio Belarmino.

"A casa caiu"

A expressão, jargão familiar do ambiente policial, teria sido usada, segundo o JC apurou, pelo próprio prefeito Izzo Filho ao orientar para que os seus seguranças saissem de "circulação". A informação foi prestada pelo ex-secretário de Izzo, Alberto Ayub Jr.

Alfândega e PF

A Delegacia Seccional, enquanto isso, aperta o cerco contra Izzo Filho. O delegado Edson Cardia pediu ao desembargador Djalma Lofrano, 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça, que determine o bloqueio das fronteiras para o prefeito afastado, através da Polícia Federal, nas saídas marítimas e aéreas do País.

Racionalidade

Como já era esperado, o Fórum da Racionalidade, coordenado por Pedro Valentim, deliberou apoiar Izzo Filho neste momento em que a situação fica difícil para ele tanto na esfera civil quanto na criminal. O movimento não nega os recentes delitos, mas se diz convicto sobre a inocência de Izzo.

História de Valentim I

Para justificar o posicionamento do movimento, integrado na totalidade por pessoas de confiança de Izzo Filho, Pedro Valentim traçou ontem um paralelo entre os fatos políticos de Bauru e o fim do governo de Getúlio Vargas, que tinha como um de seus principais seguranças uma pessoa de nome Gregório Fortunato.

História de Valentim II

Fortunato, que na história local seriam os seguranças de Izzo detidos pelos atentados à bomba, teria tomado as dores de Getúlio por conta das sucessivas denúncias feitas por Carlos Larcerda. Vargas, assim como o prefeito afastado, defende Valentim, estava alheio às atitudes de sua segurança. Para o assessor, o comparativo não é mera coincidência.

Delegado aponta

Getulismo e izzismo à parte, o delegado Denirval Inforzato disse que está convencido da participação de Valentim na explosão de alguns morteiros na Praça das Cerejeiras, em 1º de abril do ano passado. Na ocasião, ocorria uma manifestação contra o prefeito.