08 de julho de 2026
Geral

Interdição aeroporto

Redação
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Conar determina que prédio deve ser rebaixado

Comar determina que prédio deve ser rebaixado

Os estudos realizados pelo IV Comando Aéreo Regional (Comar) no Edifício Residencial Marselha, localizado na rua Vivaldo Guimarães, determinaram que será necessário um rebaixamento mínimo de 4,90 metros na altura do prédio para que sejam normalizados os trabalhos no aeroporto de Bauru.

Segundo informações do Sindicato dos Engenheiros, o aeroporto está operando de forma precária, com 450 metros da pista interditada desde o começo de fevereiro, em virtude de a altura do referido prédio estar "furando" o chamado cone de aproximação, que determina um raio de segurança ao redor do aeroporto, variável de acordo com o terreno da cidade e com a planta do local.

Afirmou-se, ainda, que a decisão do Comar é a permanência da interdição até que a situação seja normalizada. "Essa é uma decisão definitiva, porque o Comar é o órgão máximo. O projeto terá de ser adaptado e reapresentado. Considerando-se que um andar normalmente tem três metros, deverão ser rebaixados de dois a três andares, por causa da antena, do pára-raio e da caixa d'água que ficam no alto", disse o entrevistado do Sindicato dos Engenheiros, que preferiu não se identificar.

Para a aprovação de um projeto de construção nas proximidades de aeroportos, é necessária a realização de uma série de vistorias de diversos órgãos como o Corpo de Bombeiros, o Comar, dentre outros.

O gerente da construtora Assuã, (responsável pela obra), Celso Kakuda, disse ter ouvido a notícia pelo rádio, mas ainda não ter sido oficialmente informado sobre a decisão do Comar. "Está tudo no ar. A Prefeitura trabalha com uma cota e parece que a Aeronáutica trabalha com outra. Pelo que sabemos, estamos dentro da cota da Prefeitura. Do mesmo jeito que a gente não recebeu esse fax informando sobre a resolução, nós não recebemos a informação de aprovação ou não na época, isso de 96 para 97. Quando soubemos que a Prefeitura havia aprovado, sabiámos que estava no limite, até ultrapassando. Só que houve muita coisa nesse meio tempo, entre a entrada do projeto na Prefeitura até a aprovação, como modificações na pista do aeroporto. Mas você recebe a aprovação, não tem jeito de chegar lá e perguntar 'por que vocês aprovaram?'. Tanto que a gente põe o projeto para ser aprovado justamente para saber a posição deles. Se consideraram ou desconsideraram alguma coisa, é critério deles", esclareceu.

Kakuda afirmou, ainda, que a construtora está trabalhando para resolver a situação da melhor maneira possível, sem causar prejuízo para a cidade. Quanto aos apartamentos já negociados, garantiu que nenhum proprietário sofrerá prejuízos. "Mas vamos apurar as responsabilidades. Se o Comar foi negligente em não comunicar a Prefeitura, ou ela que... sei lá. Nós vamos ter de achar os responsáveis", finalizou.