08 de julho de 2026
Geral

Ensino público

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Reitor defende manutenção das universidades públicas

Reitor defende manutenção das universidades públicas

Texto: Rita de Cássia Cornélio

"Eu não vejo que a universidade privada vá continuar existindo sem a pública. Nós observamos que a matriz de professores para a universidade privada é a pública. A pública tem uma preocupação com pesquisa que nos diferencia. Temos preocupação com a formação de agentes de mudanças. É de interesse das universidades privadas que as públicas não sejam privativadas." Com esta linha de pensamento o reitor da Universidade de São Paulo(USP) Jacques Marcovitch defendeu a manutenção das universidades públicas brasileiras.

Ele acredita que há espaço para ambas. "Eu acho que existe espaço tanto para a privada como para a pública." O reitor admitiu, no entanto, que o orçamento deste ano para as universidades públicas está magro.

"O orçamento está difícil. Decidimos preservar o capital humano da universidade."

Marcovicht diz que as demais despesas, os investimentos serão postergados até a crise passar. "Estamos preservando a qualidade dos nossos recursos humanos." Ele garantiu os recursos para pesquisas."Estamos nos empenhando junto a Fapesp e CNPq. Temos uma fundação de amparo que tem aumentado seus investimentos para a pesquisa."

Aula Magna

Marcovitch esteve ontem em Bauru para a Aula Magna sobre "Perspectivas da Universidade no Mundo Contemporâneo" voltada aos calouros da USP. Ele autografou seu livro "A universidade

(im) possível", participou de uma reunião com conselho Deliberativo do HRAC e visitou a Universidade do sagrado Coração.

Sobre o livro o reitor enfatizou que a universidade é possível ou impossível dependendo de seus professores e alunos.

"A idéia é mostrar que nós podemos construir uma universidade preparada para o próximo século. Ela depende do desempenho de cada um."

De acordo com Marcovitch é preciso haver um ajuste a esse novo mundo. "O mundo está em transformação. Precisamos nos preparar para o impacto das novas tecnologias. Precisamos fazer uma gestão mais eficiente que preserve os valores humanos."

O livro, segundo ele tem o sentido de preparar o jovem para se tornar uma fonte de mudanças. "Precisamos preparar a juventude para resolver os problemas que ainda não foram resolvidos." A pesquisa é o segundo papel da universidade, na opinião dele. "A pesquisa ajuda no avanço do conhecimento. Nós teremos que enfrentar novos problemas e necessitamos de um conhecimento novo."