08 de julho de 2026
Geral

Prisão preventiva

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

Delegados da região procuram Izzo Filho

Delegados da região procuram Izzo Filho

Texto: Nélson Gonçalves

Delegacia Seccional expede determinação aos 18 distritos que respondem a Bauru para procurar o prefeito afastado

Os 18 distritos policiais subordinados à Delegacia Seccional de Bauru estão, desde ontem, colaborando na busca do prefeito afastado Antonio Izzo Filho (PPB), para o cumprimento de mandado de prisão preventiva decretado pelo desembargador Djalma Lofrano, 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Izzo Filho está desaparecido por orientação de seus advogados, que pretendem impedir a prisão através de habeas-corpus que será protocolado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

Ontem, o delegado da DIG-Garra, J.J. Cardia, pediu que os cidadãos colaborem com informações, indicando locais onde o prefeito afastado seja avistado. Entretanto, Cardia pede que o caso não seja transformado em trotes, que atrapalham as investigações. O delegado Seccional, LUiz Augusto de Oliveira Castro, coloca o telefone da Polícia Civil de Bauru para contatos e informações. Para quem reside na cidade, informações sobre o paradeiro de Izzo devem ser dadas pelos telefone número 147. Para quem reside fora de Bauru o contato via telefone é o (014) 224-3090.

Apesar da disponibilidade de informações via telefone, aberto à população, a Polícia Civil está com uma equipe percorrendo endereços dentro e fora de Bauru para checar o paradeiro de Antonio Izzo Filho. A DIG-Garra está verificando pistas para ampliar as chances de encontrar o prefeito Izzo Filho.

Antonio Izzo Filho está com dois pedidos de prisão preventiva decretados pela Justiça, ambos através do desembargador Djalma Lofrano, 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O primeiro decreto para recolher Izzo foi assinado com base no inquérito que apurou extorsão contra a Empresa Circular Cidade de Bauru

(ECCB). Izzo e o ex-presidente da Emdurb, André Luiz Torrens, foram indiciados por extorquir a ECCB em valores que superariam a US$ 1,33 milhão. O segundo mandado de prisão foi determinado pela Justiça com base nos atentados contra a residência de vereadores. Seis acusados já estão presos preventivamente, sendo três na Cadeia Pública e outros três na Delegacia de Piratininga.

Estão presos os seguranças de Izzo, Djalma Duarte Gonzaga e Roberto Carlos Thomaz, o mototaxista Fábio de Souza Fernandes, o ex-assessor da Regional Administrativa do Mary Dota, Nivaldo Aparecido da Silva, o ex-assessor da Cohab, Lourival Dadamos e o pedreiro contratado, Alexandre Humberto Santos.

O delegado Seccional, Luiz Augusto de Oliveira Castro, também comentou que já foi feito contato com vários outros delegados de municípios fora da região de Bauru, todos com o objetivo de colaborar na busca de Antonio Izzo Filho.

Panfletos e publicação

A Delegacia Seccional pretende fechar todas as investigações relativas a fatos que dizem respeito ao ambiente político da cidade em breve. O delegado Luiz Augusto de Oliveira Castro deseja que, depois de encerrado o inquérito da extorsão contra a ECCB, também seja concluído rapidamente os autos suplementares sobre os atentados, o caso dos apócrifos e da publicação "O Bauruense".

O delegado assistente da Seccional, Edson Cardia, está em férias e vinha colaborando para a conclusão do relatório que culminou com a prisão preventiva de Izzo Filho. Entretanto, a Seccional tem a missão de ouvir novas pessoas e ainda tomar novo depoimento de citados que já estiveram presentes na delegacia em relação aos atentados. Entre os que devem ser ouvidos novamente está o ex-secretário Municipal de Turismo, Alberto Ayub Jr. e o segurança Roberto Carlos Thomaz. "Robertão" até agora não falou nada sobre os atentados, reservando-se a somente dar declarações em juízo. A Seccional também deve ouvir o ex-chefe de Gabinete de Izzo, Nélson Aquiles Quagliato.

Em relação aos apócrifos distribuídos na cidade, contra vereadores e empresários locais, no mesmo período da ocorrência das bombas, a Seccional diz que está "contando com o empenho dos delegados do 3º Distrito Policial para que esses casos também sejam concluídos rapidamente". A mesma atenção, conta Luiz Augusto, está sendo dispensada para o caso da publicação "O Bauruense", que tem menções ofensivas a jornalistas, vereadores e também empresários bauruenses. Todos esses casos, ao final das investigações, serão igualmente analisados pela promotoria pública.

A Polícia Civil apura a autoria da publicação, a regularização do registro e da necessária documentação fiscal e contábil, a emissão de notas, os pagamentos, a existência de livros de registro, os contratos de trabalho, o financiamento da publicação e os locais onde eram realizados a impressão.

A polícia já está fazendo perícia em materiais apreendidos no interior do prédio do próprio Palácio das Cerejeiras, no terceiro andar, próximo ao gabinete do prefeito. Jornalistas mencionados em arquivos apreendidos, bem como funcionários da administração, também serão chamados a prestar esclarecimentos.