08 de julho de 2026
Geral

Expulsão

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Direção estadual do PPB expulsa Izzo

Direção estadual do PPB expulsa Izzo

Texto: Josefa Cunha

O prefeito afastado Antonio Izzo Filho, que tem duas prisões preventivas decretadas e está na iminência de ser cassado pela segunda vez esta semana, foi expulso do PPB ontem. A medida, solicitada pela direção municipal do partido por conta da crítica situação de Izzo perante a Justiça, foi determinada pela Comissão Estadual de Ética do partido. Izzo tem um prazo de cinco dias para contestar a decisão, mas, ainda que apresentar defesa, dificilmente obterá êxito.

Além do prefeito afastado, a Comissão de Ética do PPB expulsou o vereador Vicente Viscome, da Câmara de São Paulo, que também está com prisão decretada por envolvimento no caso da máfia dos fiscais. O deputado estadual Hanna Garib, vaiado ontem durante a solenidade de posse na Assembléia Legislativa, foi suspenso por seis meses e pode ser afastado definitivamente do partido.

O vereador Paulo Madureira, presidente da Câmara de Bauru e, possivelmente, o futuro líder do PPB no município, disse que o pedido para a expulsão de Izzo partiu da executiva municipal. Na semana passada, a direção estadual pepebista solicitou informações a respeito do prefeito afastado e não demorou em tomar a decisão de bani-lo do partido. A saída de Izzo Filho, segundo Madureira, desencadeia o início de uma "limpeza" a ser feita no PPB de Bauru.

Por enquanto, a presidência do partido está nas mãos de Nelson Neme, ex-apoiador e integrante da administração Izzo Filho. A permanência de Neme na presidência, porém, está mais do que ameaçada. No próximo dia 22, os líderes do partido que detêm cargos eletivos

- os vereadores e o deputado Carlos Braga - estarão reunidos para traçar novas metas de trabalho e atuação. Na ocasião, os vereadores José Eduardo Ávila e Lucrécio Jacques, que deixaram o PPB por conta dos escândalos envolvendo Izzo Filho, oficializarão retorno ao partido.

"Trata-se do início de uma nova fase dentro do PPB, a qual será marcada pela ação de pessoas envolvidas com os interesses sociais de Bauru. É uma fase de 'limpeza' e de um novo direcionamento", define Paulo Madureira, que não descarta a possibilidade de ser o futuro líder da direção executiva municipal.

Quanto aos "izzistas" ainda presentes no PPB, Madureira busca situações semelhantes em outros partidos. Em sua opinião, "não adianta ficar criticando os que apoiaram Izzo, porque as divergências existem em todos os partidos". "Em Bauru, por exemplo, existe o PT do José Carlos Batata e do Roque Ferreira. No PSDB, temos a ala do Tuga, do Carrijo, do Edmundo e do Caio Coube. Os tucanos são dissidentes do PMDB; o PSTU é dissidente do PT", exemplificou.