08 de julho de 2026
Geral

Comentário esportivo

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

Em Confiança

Em Confiança Leonardo de Brito GRANDES BRILHAM Os grandes clubes foram bem na rodada do fim de semana, do Campeonato Paulista. No sábado, o Santos ganhou com justiça da Portuguesa. Aliás, o placar mais justo seria 3 a 1, porque o juiz anulou um gol legítimo de Viola. Ontem, no mesmo Canindé, o Corinthians, apesar do forte calor e do jogo lento, muito cadenciado, goleou o Rio Branco. Para "variar", o garoto Fernando Baiano fez gol. No Parque Antárica, o Palmeiras encontrou dificuldades, mas venceu o Guarani de virada, chegou aos sete pontos e divide a liderança do seu grupo com São Paulo e Inter de Limeira. Os atacantes voltaram a marcar - parece que só o zagueiro Júnior Baiano vinha marcando - com gols de Oseas e Paulo Nunes, mas os palmeirenses ainda não apresentaram um bom futebol. O São Paulo, por sua vez, venceu sem sufoco, precisando só de 64 minutos para pulverizar a Portuguesa Santista no Morumbi. Com a vitória de 5 a 1, o Tricolor conquistou sua milésima vitória em Campeonatos Paulistas. SHOW NO TEMPLO Com dois gols de Luisão e outro de Felipe, o Vasco venceu meu Fluminense por 3 a 0 e lidera o Campeonato Carioca. Quem também deu show no Maracanã foi Juninho. Mas show mesmo foi a presença do grande público no maior estádio do mundo e templo do futebol. A renda do clássico foi de R$ 768.600,00. O público pagante passou de 105 mil pessoas. Mas o total de torcedores presentes no estádio - credenciados, milhares de convites, além de pentras - foi de quase 127 mil. O Campeonato Carioca é um sucesso de público. Os grandes times - Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo - têm atraído milhares de torcedores ao Maracanã, mesmo nos jogos contras as equipes consideradas pequenas. Isso não acontecia desde os anos 70. Esse sucesso deve-se principalmente ao contrato assinado entre os quatro grandes, a Federação de Futebol do Rio e a Rede Globo, que comprou os direitos de transmissão e comercialização da competição, por cinco anos. BAURU E FRANCA Em Bauru, o futebol, representado pelo Noroeste, vai mal, enquanto o basquete, com Tilibra/Copimax, vai bem. O Norusca, com a derrota para a Francana, encerrou a primeira fase da Série A-II sem nenhuma vitória e segurando a lanterna. O time de Guerrinha, com outra ótima atuação de Gema, atropelou Santo André com uma contagem centenária e voltou para o sexto lugar. Se classificam para as quartas-de-final do Campeonato Brasileiro de Basquete, os oito melhores colocados. Em Franca, a capital do basquete, o Marathon vai mal, e ontem, perdeu o derby regional para o COC/Ribeirão. Já no Futebol, a Francana vai bem, reassumindo a liderança de sua chave, que estava em poder do América. A galera francana está empolgada. Cerca de cinco mil torcedores ontem no Lancha Filho. BAURU E RIBEIRÃO Não tanto como o Noroeste, os clubes de Ribeirão Preto vão mal na Série A-II. O Botafogo está em quarto e o Comercial em quinto lugar. Os dois clubes são dirigidos por técnicos bauruenses. O Botafogo, de Marco Antônio Machado, não fez feio ontem, porque empatou com o Sãocarlense, que montou bom time este ano, e a partida foi em São Carlos. Mas como novo integrante do grupo de elite do Campeonato Brasileiro, o Botafogo deveria estar melhor no Paulistinha. Já o Comercial, voltou a apresentar um futebol fraco, e perdeu para o Etti/Jundiaí, em pleno Estádio Francisco Palma Travassos, em Ribeirão Preto. Foi a quarta derrota do Comercial, que hoje poderá demitir o técnico Valter Ferreira, o segundo treinador da equipe em apenas oito rodadas. Valter nasceu aqui e começou as carreiras de jogador e de treinador no Noroeste. Outro técnico bauruense que não vem tendo sorte é Baroninho, que nos dois jogos

à frente do time noroestino, empatou um (em casa) e perdeu outro. PEDREIRA Torcida noroestina está muito preocupada com o fantasma do rebaixamento, por motivos óbvios: o time está debilitado tecnicamente. Mas vamos esperar pela segunda fase do campeonato que começará domingo, se bem que o Noroeste vai depender de um milagre para conseguir a primeira vitória e iniciar a reação. Afinal, seu adversário será uma pedreira, o Etti Jundiaí - líder do grupo 1 - na Terra da Uva. BYE BYE Adãozinho anunciou ontem, que não vestirá mais a camisa do Norusca, e garante que sua decisão é inabalável. Pelo salário que vem ganhando - R$ 8 mil mensais - e pela abolinha que vem jogando, não deverá encontrar nenhuma dificuldade para rescindir seu contrato. Na Francana, o maior salário é o de Vítor Hugo, que recebe três mil reais. O goleiro Alexandre ganha R$ 10 mil, mas os ordenados são pagos pela Federação. No Norusca, entre luvas e ordenados, Geraldo ganha cerca de 10 mil. Tchau, Adãozinho, e que seja feliz em outro canto.