07 de julho de 2026
Geral

AHB

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

AHB atrasa novamente o 13º dos funcionários

AHB atrasa novamente o 13.º dos funcionários

Texto: Luciano Augusto

A quarta parcela do 13.º salário dos funcionários da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), que abrange o Hospital Manuel de Abreu, a Maternidade Santa Isabel e o Hospital de Base, que deveria ser paga no dia 20 de março, ainda não ocorreu. A AHB está negociando uma solução rápida, mas não há previsão de quando o pagamento será feito.

De acordo com o diretor da AHB Reinaldo Rocha, os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) não estão sendo suficientes para cobrir todas as despesas. Os honorários médicos também não foram pagos integralmente, restando um saldo devedor de 30%.

A AHB já havia atrasado o pagamento da terceira parcela do 13.º no mês de fevereiro. O problema teve início quando houve cortes nos repasses feitos pelo SUS, pela Unimed e pelo Banco Bandeirantes, que explora uma agência bancária no Hospital de Base. Na ocasião, os funcionários ameaçaram entrar em greve pela falta de pagamento e pela

"omissão" do sindicato que representa a categoria.

Desta vez, a direção da AHB soltou uma nota comunicando todos os funcionários do atraso no pagamento.

Redução do IPI

A redução a zero da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de vários produtos médicos foi recebida com festa pelos hospitais. O aumento, segundo o diretor da AHB, Reinaldo Rocha, chega a 60% na média.

Com a alta do dólar, os produtos hospitalares, que são em grande parte importados, tiveram seus preços reajustados. Com o aumento, a situação dos hospitais, sobretudo na rede pública, ficou ainda pior.

Os atendimentos, de acordo com Rocha, ficaram comprometidos, principalmente os de marcapasso e raio-x. Só estão sendo feitos os transplantes de marcapasso mais urgentes, com recursos do SUS. O restante precisa aguardar na fila de espera. Mesmo assim, afirma o diretor, "nós realizamos oito transplantes nestes

últimos dois meses".

Raio-X que não é considerado urgente também não está sendo feito. O aumento dos filmes e dos produtos químicos utilizados na revelação aumentaram até 77%, desde o começo do ano.

Com a redução do IPI, o problema deve ser amenizado. Rocha diz que algumas empresas estavam reticentes em vender seus produtos e aguardavam a publicação da medida para reduzirem os preços. Por isso, "de um modo geral, a situação deve melhorar".

A entidade também está "bancando", com os recursos do SUS os materiais utilizados em hemodiálise, os do banco de sangue e de laboratório. Isso, "só faz aumentar ainda mais o déficit da AHB".