Falso agente da Receita Federal dá golpe no Redentor
Falso agente da Receita Federal dá golpe no Redentor
Texto: Luciano Augusto
Uma moradora do Bairro Redentor procurou a Delegacia da Receita Federal, em Bauru, ontem, para denunciar a visita de um falso funcionário da Receita Federal, que supostamente estaria fazendo o recadastramento de CIC e CPF para fins de Imposto de Renda (IR). O rapaz fez a vítima assinar um documento e cobrou R$ 2 reais pelo "recadastramento".
A Receita Federal alerta que nenhuma pessoa está autorizada a fazer qualquer tipo de recadastramento de documentos para o IR e nem cobrar qualquer taxa pelo serviço. Segundo o delegado da Receita Federal em Bauru, Celso Pegoraro, a Receita não está fazendo nada em relação ao recadastramento e também não se sabe como será feito o recadastramento deste ano. A instrução é para que as pessoas abordadas pelo falso funcionário entrem em contato com a polícia, pelo telefone 190, ou com a própria Receita. Pegoraro disse ainda que "a receita não cobra por este tipo de serviço".
A mulher (que preferiu não se identificar) disse ao delegado da Receita que o suposto funcionário entrou em sua residência de forma abusiva, fazendo perguntas de ordem pessoal. Na saída, pediu à vitima para que assinasse um documento, o qual ela não soube identificar sobre o que se tratava, e ainda cobrou pelo "serviço".
De acordo com o Tenente da Polícia Militar, responsável pelas ocorrências na região do Redentor, o falso funcionário da Receita pode ser enquadrado como estelionatário. Mas, mais preocupante do que isso, é o fato de que a pessoa usou o recadastramento como pretexto para que a vítima assinasse um papel que "pode ser, por exemplo, uma procuração onde ela estaria transferindo o direito de recebimento de uma aposentadoria".
Recadastramento do ano passado
O recadastramento do ano passado foi feito de acordo com o final do CPF. No mês de julho foi feito o recadastramento do portador do CPF com final 1 e 2, em agosto os de final 3 e 4, e assim sucessivamente, até novembro, com os finais 9 e 0. Comprava-se o formulário em uma papelaria, contendo as seguintes informações que deveriam ser preenchidas: nome, data de nascimento, n.º do CPF, n.º do título de eleitor, além de informar se tinha conta bancária, automóvel, casa própria, conta bancária e cartão de crédito.
Foi feito um acordo com 25 prefeituras e alguns funcionários da junta do serviço militar, do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e das administrações regionais fizeram este serviço gratuitamente.