08 de julho de 2026
Geral

Manifestação

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Ato contra FHC e desemprego inicia hoje

Ato contra FHC e desemprego inicia hoje

Texto: Luciano Augusto

Sindicatos ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores) promovem, hoje, ato de protesto contra a política do presidente Fernando Henrique Cardoso, com uma programação que inclui cinco momentos diferentes. A razão maior do ato

é o combate ao desemprego. A manifestação faz parte da Marcha da Chama da Esperança, encabeçada pela CUT, e do Fórum Nacional em Defesa do Brasil, que inicia hoje em todo o país e prossegue até o dia 30 de abril com uma paralisação geral.

O ato tem início com uma concentração na Praça Rui Barbosa, às 9 horas. Em seguida, por volta das 10 horas, a manifestação segue para a agência centro do Banco do Brasil (BB), na Rua Primeiro de Agosto, em protesto contra a proposta governista de privatização do banco. Duílio Duca de Souza, 46 anos, diretor regional da CUT, comentou que a privatização do BB trará prejuízos trabalhistas aos funcionários da instituição. Além disso, pode haver cortes nos financiamentos de crédito rural para os pequenos produtores. Às 11h30, os manifestantes realizam protesto em frente à Ferronorte (Estação Ferroviária), também contra a privatização da rede e o descaso do governo federal com o transporte ferroviário. Por volta das 12 horas, a passeata toma a Avenida Rodrigues Alves, inclusive com paralisação do trânsito na região.

Às 12h30 haverá o encerramento com um ato ecumênico, organizado pelo Conselho de Leigos.

O Movimento dos Sem Terra (MST) estará presente com seis

ônibus. Os integrantes do MST, vindos dos acampamentos do Horto Florestal, Presidente Alves, Getulina e Iaras, irão colorir a manifestação com suas bandeiras vermelhas. Souza também fez um chamado especial aos trabalhadores desempregados. De acordo com o sindicalista, "eles são a razão maior da manifestação". Sindicatos

"não cutistas", estudantes universitários, políticos e sociedade estão convocados a se juntarem ao ato, que pretende reunir, pelo menos, 500 pessoas.

A marcha acompanha o movimento de mobilização em todo o país. Em nível estadual, os manifestantes mais próximos à São Paulo seguem em marcha até à capital.

Regionalmente, a proposta é seguir até o dia 30 realizando seminários e discussões, tanto em Bauru como nas cidades vizinhas.