07 de julho de 2026
Geral

MST

Adriana Rota
| Tempo de leitura: 3 min

MST e Prefeitura sentam-se para conversar

MST e Prefeitura sentam-se para conversar

Texto: Adriana Rota

Três representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

(MST) estiveram reunidos ontem à tarde com o prefeito Nilson Costa para solicitar alimentos, remédios e lonas para as famílias acampadas desde o último dia 20 no Horto Florestal de Aimorés. Embora não tenham conseguido nenhuma resposta imediata, um outro encontro deve ser agendado para os próximos dias e, na quarta-feira, a conversa será com a PM.

Durante a posse do novo secretário da Agricultura, que aconteceu logo em seguida à reunião, o prefeito Nilson Costa disse ter explicado aos sem-terra que não pode tomar quaisquer resoluções sobre o assunto sozinho, tendo de ouvir as secretarias competentes para ver como pode dar algum alento àquelas famílias.

De acordo com um dos representantes do MST, Adailton Manoel da Silva, apesar de não terem obtido "nada de concreto", o fato de conseguirem uma nova reunião é positivo.

"Eu senti o clima muito frio. Tipo assim, era uma reunião mais para não desfazer do MST. Se o prefeito não atende e sai matéria no jornal, ele poderia ser 'queimado' pela sociedade. Mas eu acho que ele tem muito boa vontade. Então, estamos confiantes para a segunda reunião", afirmou.

O vereador José Carlos Batata (PT), também presente ao encontro, deve mediar as negociações entre as partes daqui para a frente. Ele vai contribuir na feitura de uma pauta de reivindicações. "Cabe à Prefeitura ajudar no que for possível porque agora é uma realidade de Bauru", opinou. "O MST está contando com uma campanha de arrecadação de alimentos pelo Bispado de Bauru, através da Comissão Pastoral da Terra. Mas nós gostaríamos que o Poder Público, através da Prefeitura, pudesse se engajar, assim como as outras entidades estão fazendo".

PM

O MST e a PM estarão reunidos, na próxima quarta-feira

às 16 horas, no Sindicato dos Bancários, para se tentar chegar a uma solução pacífica frente ao impasse da desocupação da área do Horto de Aimorés. Essa foi uma iniciativa do comando da PM local.

Quanto ao andamento do processo, um dos advogados do Sindicato dos Bancários, encarregado da causa, preferiu não comentar sobre o aspecto legal do problema. Disse, apenas, que uma outra pessoa teria se manifestado afirmando também ser proprietário da área em questão. A informação que se tinha, até então, é que o terreno pertencia à Fepasa e foi arrendado a uma empresa do Grupo Votorantim.

Tiros

Domingo passado, representantes do acampamento estiveram na Delegacia Seccional de Bauru lavrando um boletim de ocorrência, após uma série de tiros que teriam sido disparados em direção ao acampamento, na parte da tarde.

Em diligência no local, os policiais encontraram um pinheiro com várias perfurações, além de uma cápsula de calibre 45 deflagrada. Essa árvore encontra-se cerca de 1.200 metros antes do acampamento. A polícia investiga a procedência de um carro suspeito, com quatro pessoas dentro, que transitava nas imediações no momento dos disparos. Existe, também, a possibilidade de os disparos terem sido efetuados por pessoas que freqüentemente vão ao local para treinar tiro ao alvo. Para Silva, qualquer que seja o caso, espera-se uma segurança maior porque no acampamento as crianças, principalmente, correm muitos riscos.