08 de julho de 2026
Geral

Jornada de trabalho

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Prefeito recebe abaixo-assinados em prol de jornada de 6 horas

Prefeito recebe abaixo-assinados em prol da jornada de seis horas

Texto: Josefa Cunha

O prefeito Nilson Costa recebeu no final da tarde de ontem vários representantes do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) que foram entregar-lhe abaixo-assinados reivindicando a redução da jornada de trabalho da categoria para seis horas diárias. A campanha pela diminuição da carga horária teve início há dez dias e, nesse período, foram coletadas perto de 4.500 assinaturas.

O Sinserm elaborou dois abaixo-assinados: um para correr entre os servidores e outro para ser passado junto à população. O número de apoiadores da mudança, segundo a entidade sindical, deve aumentar nos próximos dias, tendo em vista que a Emdurb, DAE e parte do setor de Educação não devolveram os papéis dentro do prazo previsto, que seria ontem. A campanha, porém, continua e os servidores interessados ainda podem subscrever os documentos.

Apesar da pressão da entidade, o prefeito Nilson Costa não assumiu o compromisso de atender à reivindicação. Segundo ele, a redução da jornada traduz várias implicações e, por essa razão, permanece sob estudo na Secretaria da Administração. De concreto até agora, só mesmo o retorno do expediente duplo em todas as repartições municipais a partir da próxima segunda-feira. O atendimento ao público nos setores municipais foi reduzido pela metade no ano passado por força de decreto assinado por Antonio Izzo Filho. Nilson Costa sempre teve a intenção de retornar o antigo horário, mas estabeleceu um prazo para efetivá-lo a fim de garantir as readequações necessárias.

A adoção permanente das seis horas diárias proposta pelo Sinserm implica no remanejamento de pessoal para cumprir o turno duplo de atendimento ao público - das 8

às 18 horas, embora isso, segundo a entidade, não necessite de novas contratações. O sindicato é a favor do período de oito horas para o atendimento ao público, mas não abre mão da jornada de seis horas - sem redução salarial - para todo o funcionalismo.

Até que a Prefeitura não defina a questão, os servidores de oito horas voltam ao expediente normal e com os mesmos salários, a exemplo dos contratados por seis horas. O funcionalismo deve enfrentar certa resistência

à mudança, tendo em vista que a Prefeitura tem hoje várias outras ações prioritárias. Isso, no entanto, não significa que a administração não vá atender à reivindicação no futuro.