07 de julho de 2026
Geral

Mandado de segurança

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Izzo desiste de outra ação no TJ

Izzo desiste de outra ação no TJ

A defesa do ex-prefeito Antonio Izzo Filho desistiu também do segundo mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ). O advogado Euro Bento Maciel confirmou, em entrevista à rádio Auri Verde, ontem pela manhã, que foi protocolado pedido de desistência para os dois mandados de segurança que visaram o retorno do ex-prefeito ao cargo. Izzo tinha conseguido uma liminar exatamente neste segundo mandado de segurança e agora fica ainda mais distante a possibilidade de seu retorno à Prefeitura Municipal de Bauru. Apesar disso, o advogado de defesa considera a medida apenas uma questão técnica processual. Euro Bento Maciel também critica a Polícia Civil por procurar o ex-prefeito foragido e a ação da Câmara Municipal que cassou pela segunda vez seu mandato.

Anteontem, a defesa do ex-prefeito havia protocolado no Tribunal de Justiça pedido de desistência do primeiro mandado de segurança, que seria julgado em seu mérito. Ontem, Euro Bento Maciel anunciou o mesmo pedido em relação ao segundo mandado de segurança, onde o desembargador Cunha Bueno concedeu liminar para Izzo Filho retornar ao cargo em 3 de dezembro de 1998. Ontem, Euro Bento Maciel disse à rádio Auri Verde, por telefonem que "foi uma estratégia processual da defesa do prefeito Izzo, porque nós resolvemos em uma reunião conjunta dos advogados que estão conduzindo o patrocínio da sua defesa, que deveríamos deixar a discussão desse tema exclusivamente nos autos da ação própria, de procedimento ordinário, que já está ajuizada aí na comarca de Bauru e vamos discutir tudo o que queríamos a respeito desse assunto nesses autos, concentrar toda a discussão nos autos da ação ordinária".

Sobre a demora no julgamento da ação principal, que tramita em Bauru, trazer prejuízos para seu cliente, o advogado de Izzo comenta que "nada impede que no curso da ação principal, dependendo se mudar a conjuntura, porque o que está molestando o prefeito Izzo neste momento

é muito mais do que a cassação da Câmara,

é o afastamento por decisão judicial. E nada impede que, para o retorno dele ao cargo, se tomem outras medidas cautelares no processo de cassação para que a situação reverta novamente".

Para o advogado do ex-prefeito, o tema mais importante a ser combatido pela defesa, nesse momento, é o afastamento do cargo decidido pelo juiz da 3ª Vara Cível do Fórum de Bauru, Mauro Ruiz Daró, com liminar confirmada pelo Tribunal de Justiça através do desembargador Jovino de Sylos Neto. Maciel também não concorda com a segunda cassação.

"O grande tema que nós temos que enfrentar hoje é o afastamento judicial, mesmo porque já houve até uma segunda cassação da Câmara. Cassou novamente quem já estava cassado, porque a liminar que havia sido concedida não desfez a cassação do prefeito Izzo, a primeira cassação não foi desfeita, apenas suspendeu os efeitos do decreto camarário cassatório do mandato, mas não desfez a cassação e, no entanto, mesmo assim eles cassaram novamente, quem já estava cassado".

Euro Bento Maciel argumenta que está sendo feita injustiça contra seu cliente. "Eu gostaria só de enfatizar o aspecto da injustiça de que está sendo vítima o prefeito Izzo no sentido do decreto da prisão preventiva, que eu acho um despropósito e um absurdo. Aliás, decretaram duas vezes, e é evidente que os atos de corrupção, os atos contra o erário público, têm que ser apurados, sim, e perseguidos, sim, mas eu acho que não havia razão, no caso, se é que esses atos existem, por enquanto nada se provou, tudo é disse-me-disse, de se parar uma cidade e ficar a polícia, o Ministério Público dedicado quase que só exclusivamente a isso e até o próprio Poder Judiciário, enquanto qualquer cidadão de bem, como eu, como nós, estamos morrendo a todo momento. Aqui em São Paulo tem três, quatro assassinatos por dia, nas esquinas, nos faróis. Agora, atrás desses facínoras que nos atacam, ninguém vai, primeiro porque não dá ibope, e segundo porque esses aí na verdade não ficam no simples disse-me-disse que vão matar esse ou matar aquele, esse aí dá um tiro efetivamente".