Exposição vai contar história do quadrinho no Brasil
Exposição vai contar a história do quadrinho no Brasil
Organizadas pelos cartunistas e pesquisadores de quadrinhos, Jal e Gual, as exposições são itinerantes e percorrem os municípios
Ourinhos -A Prefeitura de Ourinhos, através da sua Secretaria de Educação e Cultura, vai sediar no Museu Municipal, no período de 05 a 15 de abril, uma exposição que retrata a "História do Quadrinho Brasileiro", com a realização de oficinas de história em quadrinhos.
O projeto, que é desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com os municípios, tem o objetivo de ressaltar e resgatar a história do quadrinho no Brasil.
Organizadas pelos cartunistas e pesquisadores de quadrinhos, José Alberto Lovredo e Gualberto Costa (Jal e Gual), as exposições são itinerantes e percorrem os municípios, buscando destacar um assunto utilizando-se de todas as possibilidades informacionais e ultrapassa uma simples mostra de painéis, procurando chegar a um ambiente com várias possibilidades de mostrar e discutir o assunto.
Hoje, Jal publica as tiras do "Amigo da Onça" em vários jornais brasileiros, além de publicar na Holanda, Bélgica e Japão. Gual trabalha com publicidade e organiza eventos ligados a quadrinhos como o HQ MIX. Juntos, eles escrevem um livro sobre a história dos quadrinhos brasileiros. A exposição
O Brasil é pioneiro na publicação de histórias em quadrinhos. Foi em janeiro de 1869 que
Ângelo Agostini desenhou a história do personagem
"Nho Quim" em capítulos semanais na revista "Vida Fluminense". Desde então, grandes desenhistas desenvolveram incríveis personagens que caminharam com nossa história, artes plásticas, literatura, cinema são artes que se encontram nos quadrinhos e refletem a cultura de seu povo.
Assim, temos no início do século a revista "Tico-Tico", que embalou os sonhos de milhares de crianças brasileiras, ou nos anos 40, com a criação do sucesso "O Amigo da Onça" - primeiro personagem a nos mostrar o espírito malandro do brasileiro. Temos um Pererê do Ziraldo nos anos 60, que fala de ecologia e reforma agrária para crianças. Heróis como o "Capitão Sete", que sai da TV para os quadrinhos. A crítica social e política de Henfil e o carisma de Maurício de Souza com sua "Mônica".
É um aventura que merece ser contada e vista.
A grande importância deste trabalho, segundo seus autores, é que o quadrinho é a ponte de ligação entre o estudante e a leitura. "Afinal estamos num mundo onde o visual é primordial na comunicação e sua interação com o texto tem um casamento perfeito nos quadrinhos", explicam. Oficinas de HQ
Paralelo à exposição, oficinas de histórias em quadrinhos vão possibilitar que a atividade seja desenvolvida por mais pessoas. É que os interessados em aprender um pouco mais sobre a arte poderão participar da oficinas que serão realizadas nos dia 05 e 12 de abril, no próprio Museu Municipal. O curso será ministrado pelo desenhista Gilberto de Albuquerque.
Gilberto também é jornalista, publicitário e já trabalhou na área de desenho animado, na Editora Abril e Rio Gráfica Editora. Como ilustrador, trabalhou no suplemento Terra, Mar e Ar, da revista Manchete. No campo da publicidade, desenvolveu trabalhos para as agências A M e Lintas WEA, de São Paulo. Artista plástico impressionista, tem obras no Stúdio Goya, em São Paulo. Destaca-se também como serígrafo, tendo formado mais de 300 alunos em silk-screen industrial.
As oficinas acontecerão no dia 05, a partir das 19h30 e, no dia 12, a partir das 16 horas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 322-4222, ramal 21.