Médicos de família vão atender paciente em casa
Médicos de família vão atender paciente em casa
Texto: Adriana Amorim
Ainda no primeiro semestre deste ano Bauru terá o médico de família, aquele profissional que consulta o paciente durante visitas domicilares. A implantação do médico da família será possível através de recursos destinados pelo Ministério da Saúde à Secretaria Municipal de Saúde, que vai implantar os projetos pilotos de agentes comunitários e de saúde da família.
A verba foi anunciada no Diário Oficial da União e chega a Bauru neste mês. São aproximadamente R$ 10 mil para o programa de agentes comunitários, profissionais que trabalharão em contato com a comunidade dos bairros para detectar os problemas das famílias e promover a conscientização dos moradores em relação às questões de saúde.
Outros R$ 11 mil serão destinados ao programa de saúde da família, que vai contar com uma equipe formada por dois médicos, dois enfermeiros, quatro auxiliares de enfermagem e 60 agentes comunitários, fazendo visitas periódicas aos pacientes pertencentes a programas desenvolvidos nos núcleos de saúde ou cadastrados pelos agentes comunitários.
A secretária de Saúde, Eliane Fetter Telles Nunes, explica que o programa atenderá prioritariamente gestantes, crianças e adultos que apresentem problemas crônicos, como diabetes, hipertensão e problemas cardiorespiratórios.
"São essas patologias e esse tipo de paciente que apresentam doenças com alto risco de vida e ao mesmo tempo apresentam alto índice de abandono no tratamento", explica.
O projeto de saúde da família terá início em duas regiões da cidade, que hoje funcionam como embriões do projeto de agentes comunitários: o Parque Jaraguá e o Jardim Godoy, áreas que abrangem bairros vizinhos onde também residem famílias de baixa renda.
A intenção do projeto é ampliar a cobertura de assistência à saúde à população, priorizando ações de prevenção com a participação da comunidade. Com essa estratégia, a secretaria objetiva melhorar os diagnósticos e obter diminuição dos índices de morbidade e mortalidade.
A Secretaria de Saúde pretende desenvolver o projeto piloto para depois verificar a viabilidade de expansão do programa a outras regiões da cidade. Eliane explica o primeiro passo depois da liberação da verba será a contratação da equipe, que levará em conta a aptidão dos profissionais.
"O trabalho será de oito horas por dia e a pessoa precisa gostar desse tipo de serviço porque, na verdade, será um compromisso que ela terá que acompanhar por muito tempo".