Impasse trava negociações de bancários com Banespa
Impasse trava negociações de bancários com o Banespa
Texto: Luciano Augusto
Representantes do Banespa e do Sindicato dos Bancários estiveram reunidos numa mesa-redonda no Ministério do Trabalho, ontem, discutindo sobre o pagamento aos funcionários da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). De acordo com o sindicato, o banco manteve a intransigência de não pagar a PLR, sem antes a assinatura de alterações de uma série de cláusulas no contrato coletivo da categoria.
Esta posição, segundo o diretor do sindicato, Marco Aurélio Silvestre, 32 anos, já vem sendo adotada há vários meses pela empresa e foi mantida na mesa redonda. Silvestre afirmou que, "enquanto o banco não apresentar outra proposta, o acordo coletivo não será assinado".
A PLR, segundo ele, tem uma legislação própria, prevista pela Constituição Federal, através de Medida Provisória, e pela convenção coletiva da categoria bancária. Sendo assim não há necessidade do banco subordinar a assinatura do acordo ao pagamento da PLR. A Participação no Lucros e Resultados é de 80% do salário mais a parcela fixa de R$ 300,00, pagos uma única vez. O total do lucro a ser distribuído entre os funcionários não pode ser inferior a 5% e nem superior a 15% do lucro líquido da instituição.
Conforme a ata da mesa-redonda, formalizada pelo mediador do Ministério do Trabalho, Silvio Carlos de Lima Pereira, o pagamento da PLR depende única e exclusivamente da vontade política do suscitado (Banespa). O mediador complementou dizendo que a Delegacia do Trabalho estará encaminhando o assunto à fiscalização do ministério ou a própria Justiça do Trabalho, visando o mínimo prejuízo
à classe trabalhadora. Para Silvestre, as alternativas que sobraram são a pressão política, com mobilização, paralisação e greve, ou então os funcionários entrarem na Justiça contra o Banespa, o que pode ser demorado.
Hoje, os banespianos estarão repetindo o "barulhaço" em frente a agência central do Banespa na rua Rio Branco,
à partir das 10h30, denunciando a postura do banco. Nos próximos dias deve ocorrer uma reunião do Comando Nacional dos Funcionários do Banespa onde será proposta a adoção de medidas mais enérgicas.
Os funcionários exigem também o pagamento do mesmo
índice de reajuste salarial do restante da categoria bancária.