11 de março de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

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Reviravolta?

Circularam rumores pela cidade, ontem, que estaria havendo uma reviravolta em parte das demissões efetuadas na Cohab de Bauru nos últimos meses. Não há confirmação por parte da direção da empresa, até porque, se for verdade, geralmente fatos dessa natureza demoram a ser descobertos.

Imoralidade

A Cohab, no atual governo, agiu rápido e dispensou cerca de 120 funcionários que estavam ociosos. As especulações de ontem davam conta de que cerca de 40 estariam voltando. Se for verdade, ainda que em parte, vai se frustrar e macular aquilo que foi o maior exemplo, até agora de moralização do serviço público no município.

Assédio permanente

Ainda anteontem, o habilidoso e paciente Daltayr Valim, presidente da empresa, teve que mudar um velho hábito - de trabalhar com as portas de seu gabinete abertas - em razão, segundo um funcionário da Cohab, da exaltação do vereador Harley Caçador, que teria ido até lá tomar um cafezinho.

Estado de alerta

São informações que temos que colocar na condicional porque não há assessoria de imprensa do mundo que as divulgue. Porém, vêm de fontes confiáveis e, mesmo que não tenham a exatidão da confirmação, servem para deixar a sociedade, que já sofreu em demasia com o período imediatamente anterior, em estado de alerta.

Toma-lá-dá-cá

Até porque, a denúncia desta prática histórica do toma-lá-dá-cá foi feita na semana passada, tendo inclusive a Cohab sido citada como um dos pontos nevrálgicos dessa história nefasta. Imagina-se que os cuidados de quem deve zelar pelos interesses públicos devem (ou deveriam) ter se redobrado.

Sem condições

A Câmara Municipal, que deveria ser o fiscalizador disso tudo, não se encontra, hoje, a julgar pela avidez a cargos de boa parte dos nobres parlamentares, em condições de ter esse papel efetivamente exercido, e assim tem sido. A última sessão do Legislativo, além de rapidinha, não foi tensionada para finalidades de investigação.

Hora de recompor

Aliás, os trabalhos parlamentares realizados nos recentes períodos de pré e pós-turbulência política foram marcados pela retirada de boa parte da receita municipal. Sem entrar no mérito da constitucionalidade ou do momento

(se oportuno ou não) em que essa fúria antitributária se deu, são esperadas, a partir de agora, atitudes e propostas de arrecadação de recursos. Só boa vontade não resolve a crise. É preciso dinheiro!

Muvuca - Parte 2

Uma das convidadas de Catarina Carvalho para adentrar, de carro, o pátio da Câmara, anteontem - o que gerou entreveiro entre vereadores - ligou para dizer de sua indignação pela forma como a situação se deu. Ela afirma que entrou e parou seu carro na vaga de Salvador Afonso, ficando no interior do veículo.

Versão da convidada

Continua a cidadã, afirmando que o vereador chegou, estacionou seu veiculo logo atrás do carro dela (sem dar-lhe chance de fazer uma manobra) e, ao invés de reivindicar seu direito, foi ao presidente da Câmara reclamar. A convidada de Catarina reclama da postura radical do vereador, que não adotou as atitudes de praxe numa situação tão inofensiva quanto esta.

BO inédito

Por sinal, o caso gerou uma situação que pode até ser inédita em termos de Legislativo local: um BO feito na polícia por uma parlamentar contra o presidente da Câmara e um colega, sob alegação de ofensa à honra. O pano de fundo? As apostas recaem sobre a recente e mal-digerida filiação dela ao PPB, que é o partido do presidente.