04 de março de 2026
Geral

Entidade assistencial

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Crise na Saúde dificulta atendimento em entidade

Crise na saúde dificulta atendimento em entidade

A Associação de Combate ao Câncer de Bauru atravessa a pior fase desde a sua fundação, há 18 anos. Para a assistente social Juséia Bersan Peres, a crise na rede pública de saúde é um dos principais motivos que levam a entidade à ameaça de encerramento das atividades.

Há dois meses, a verba que era destinada a pagamento das viagens de pacientes que fazem o tratamento fora de Bauru deixou de ser enviada, um gasto que passou a ser assumido pela Associação. Os produtos usados como contraste nos exames de tomografia também não estão sendo entregues, segundo a assistente social. "Com isso, nós temos que tirar dinheiro que era usado para compra de morfina, por exemplo, para adquirir esses produtos, que custam mais de R$ 30,00", explica.

Juséia diz, ainda, que os pacientes estão encontrando dificuldades para realizar exames preventivos. "Um senhora conseguiu o resultado do exame ginecológico oito meses depois que foi à unidade de saúde", relata.

Além da crise na saúde, a assistente social diz que a entidade enfrenta dificuldades financeiras que foram agravadas pela proibição da realização de bingos, que eram a principal fonte de renda da associação.

Devido às dificuldades, a associação ameaça fechar as portas dentro de quatro meses, caso a situação não se reverta. Atualmente, a entidade presta atendimento a 270 pessoas de baixa renda portadoras de câncer de Bauru e região, doentes que frequentam a associação durante todo o tratamento.

O atendimento é feito em sistema de externato e envolve a doação de medicamentos e alimentação.

É fornecido também o encaminhamento para o tratamento e atendimento psicológico, tanto aos pacientes como para os familiares.

A Associação conta apenas com a verba de R$ 1.300,00 mensais repassada pela Prefeitura Municipal e com os recursos obtidos através de promoções, campanhas e doações. Sem o dinheiro suficiente para manter o trabalho, a assistente social questiona a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira

(CPMF). "Dentro desse quadro todo, cadê a verba da CPMF que seria destinada para a saúde?"

Ajuda

A assistente social pede a colaboração da comunidade para que o atendimentos seja mantido. A entidade aceita doação de dinheiro e de remédios. Juséia alerta que a Associação não vende sacos plásticos na rua para angariar recursos. Os produtos são comercializados em mercados e através do telefone.

O endereço da Associação é rua Nóbile de Piero, sobrado 32. Informações pelo telefone 222.3808. (AA)