08 de julho de 2026
Geral

Acompanhante

Adriana Rota
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Cessão de leito para é impraticável, diz diretor da AHB

Cessão de leito para acompanhante é impraticável, diz diretor da AHB

Texto: Adriana Rota

A portaria assinada, ontem, pelo Ministério da Saúde, que determina a presença obrigatória de um acompanhante junto aos maiores de 60 anos de idade nos hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) pode representar um problema, uma vez que o número de leitos disponíveis já são limitados.

De acordo com Reinaldo Rocha, diretor da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), que administra os hospitais de Base, Manoel de Abreu e Maternidade Santa Isabel, a decisão, na prática, não vai causar grandes alterações por aqui, pois o acompanhamento já é permitido em alguns casos, como o de todas as crianças de até 13 anos, por solicitação médica ou decisão administrativa. Agora, se a cessão de leitos for realmente obrigatória, o contratempo será grande.

"O que a gente não pode dar é o leito, porque vai diminuir muito a capacidade dos hospitais. Não que o idoso não mereça, mas, aqui em Bauru, isso é impraticável. Se for para deixar o acompanhante no quarto ocupando o lugar de um doente, a população vai acabar sendo prejudicada. Se for para acomodá-lo numa cadeira em sistema de rodízio entre pessoas da família, aí sim. É bom, inclusive para o doente", considerou.

Quanto às refeições que seriam oferecidas aos acompanhantes, Rocha não faz oposição, desde que o valor seja reembolsado. Isso porque a diária recebida por cada paciente, hoje, já é insuficiente: R$ 4,05, que deve (ou deveria) quitar a conta do café da manhã, almoço, chá da tarde, jantar, limpeza e desinfecção do leito, roupa de cama e serviço de enfermagem. Detalhe: só a limpeza do leito custa R$ 3,60, e o dinheiro só é reembolsado após 60 dias.

A AHB ainda não recebeu um comunicado oficial do Ministério, o que deve acontecer num prazo máximo de 60 dias. Geralmente não há como recorrer das decisões do Ministério.