Djavan solta o bicho em Bauru
Djavan solta o bicho em Bauru
Texto: Ricardo Polettini
Trazendo o mesmo show que já percorreu as principais cidades do Brasil e se preparando para uma turnê internacional, que inclui toda a América Latina, Estados Unidos, Europa e Japão, Djavan aporta hoje em Bauru, mostrando na Cervejaria dos Monges o show de seu mais recente disco, "Bicho Solto
- O XIII".
Além das músicas novas, Djavan mostra clássicos de seu repertório, como "Meu Bem Querer", que está nesse disco, "Azul", "Açaí",
"Seduzir", todas rearranjadas em novas versões, acompanhadas por Paulo Calasans (teclado), Carlos Bala (bateria), André Vasconcelos (baixo), João Castilho (guitarra), Max Viana (guitarra), Marcelo Martins (sax e flauta), Walmir Gil
(trumpete) e François Lima (trombone).
Djavan conversou com o JC Cultura pelo telefone, contando um pouco sobre a turnê, o disco, seu flerte com os arranjos eletrônicos e de como se tornou um dos músicos mais respeitados do País hoje.
JC Cultura - Você vai estar mostrando aqui em Bauru seu mais recente disco, "Bicho Solto", fale um pouco sobre esse trabalho.
Djavan - Esse disco foi lançado em setembro do ano passado e eu estou em turnê desde então, até agora. Fiz Rio, São Paulo, cidades do Interior desses Estados, Sul, Santa Catarina, fiz vinte cidades do Nordeste e fico com esse show até novembro, porque eu vou fazer ainda América Latina, Estados-Unidos, Europa, Japão e também o resto do Brasil.
JC - É a primeira vez que você vem a Bauru?
Djavan - Não sei, acho que é.
JC - Como vem sendo a receptividade da turnê por onde você tem passado?
Djavan - Muito boa, a receptividade está cada vez maior, em todos os Estados.
JC - E no show você mescla o trabalho novo com músicas mais antigas?
Djavan - Claro, claro. Eu fiz arranjos novos para tudo o que é música. Inclusive nesse disco tem uma regravação de "Meu Bem Querer", bem legal.
JC - Quem te acompanha nesse show?
Djavan - É a mesma banda que está no disco. O show é exatamente o mesmo que eu estou levando para a turnê, cenário, luz, tudo.
JC - Esse é seu décimo terceiro disco. Na capa, inclusive, brinca-se com esse número. O número 13 para você tem algum significado especial?
Djavan - Para mim não tem não, mas como tem para todo mundo, então eu fiz questão de acentuar o fato deste ser o décimo terceiro disco da minha carreira. Chama-se Bicho Solto, O Décimo Terceiro.
JC - E o nome "Bicho Solto"?
Djavan - É um nome sugestivo, tem uma música no disco chamada Bicho Solto, e eu achei que esse seria um nome legal.
JC - Isso tem a ver com a nova sonoridade que você vem buscando, como arranjos eletrônicos?
Djavan - Como o objetivo era fazer um disco mais dançante, então, é a primeira vez que eu uso bateria eletrônica e programação. Mas o disco tem de tudo, tem música dançante, romântica, baladas.
JC - Você acha que a música eletrônica
é uma tendência na MPB?
Djavan - Eu não vejo como tendência, eu acho que é um recurso, mas tem pessoas que não usam como recurso, usam como uma coisa quase que definitiva e em todo disco usam programação eletrônica. No meu caso, foi um recurso do momento, como se fosse um instrumento distinto, tem bateria e tem também bateria eletrônica, aliás, eu uso as duas coisas juntas.
JC - Comenta-se muito, entre os músicos, sobre sua maneira de tocar, diferente de outros brasileiros. Você
é autodidata, queria que você falasse um pouco desse seu lado.
Djavan - É, eu sou autodidata. A minha música decorre exatamente da formação que eu tive, uma formação bem eclética, bem diversificada. Desde Luiz Gonzaga, Beatles, passando por bossa nova, música clássica, jazz...
JC - São coisas que você ouvia e tirava no violão?
Djavan - Eu sempre tirei. Eu ouvia e tirava. Depois eu tive também uma banda, lá em Maceió, onde a gente copiava Beatles, copiava as músicas da época. Os músicos da minha geração, em geral, se formavam desta forma, ouvindo de tudo, diferente de hoje em dia.
Serviço
Show de Djavan, hoje, na Cervejaria dos Monges, a partir das 23h30. Ingresso antecipados: R$ 50,00. Mesas: R$ 20,00 a R$ 50,00. Camarotes: R$ 150,00. Apresentador: Tilibra. Apoio: Quality Suites Garden Plaza, Rádio Cidade, 96 FM, Jornal da Cidade, Bauru Painéis, Amantini Veículos, Gráfica São João e Imeca. Informações: (014) 234-7773.