07 de julho de 2026
Geral

Palmito

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

Saúde tira do mercado quatro marcas de palmito

Saúde tira do mercado 4 marcas de palmito

Texto: Adriana Amorim

O Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, começa hoje a tirar do mercado quatro marcas de palmito importados que estão sob suspeita de provocar botulismo, uma intoxicação causada por consumo de alimento enlatado de maneira inadequada e que pode provocar a morte. Serão interditados os lotes dos palmitos bolivianos das marcas Palmeto, Sol Lunar, Nobre e Lapap.

Uma portaria do Grupo de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Estado definiu a estratégia a ser seguida nos municípios. A chefe da seção de controle de gêneros alimentícios do DSC, Patrícia de Paula Pereira, explica que os agentes de saneamento receberão as instruções necessárias hoje pela manhã e começam a fiscalização nos estabelecimentos em seguida. "O nosso trabalho rotineiro será deixado para segundo plano para que nos dediquemos à questão do palmito".

Os agentes visitarão os mercados da cidade e vão retirar das prateleiras os produtos das marcas que estão sob suspeita, trabalho que deve durar cerca de dez dias. Os lotes encontrados serão tirados da área de comercialização, mas permanerão no estabelecimento até que seja concluída a análise das amostras retiradas.

A instrução do DSC é para que os comerciantes não troquem nem joguem os produtos interditados. "Eles devem guardar as latas de palmito e o termo de interdição dado pelo DSC, que é um documento que comprova que o alimento foi retirado", explica Patrícia. Com o documento, o proprietário pode tomar as medidas necessárias para não ter prejuízos. Vale lembrar que o palmito da marca Sol Lunar nacional pode continuar em circulação, uma vez que as suspeitas recaem apenas sobre o produto importado.

Fervição

Além de manter os produtos fora das prateleiras, o comerciante terá que colocar um rótulo em todos os recipientes de palmito, tanto os nacionais como os importados, com a seguinte mensagem: "Para sua segurança, este produto só deverá ser comido após fervido no líquido de conserva ou em água, durante 15 minutos". Será dado o prazo de 10 dias para que os estabelecimentos consigam cumprir a determinação.

Os produtos interditados poderão voltar às prateleiras caso a análise não detecte a presença da toxina botulímica. O supervisor de saneamento da Vigilância Sanitária Estadual, Adevaldo Bispo Varjão, diz que os exames ficam prontos em três dias. "O resultado não é demorado porque precisamos apenas analisar o ph. Se for maior que 4,5 é porque tem algum problema".

A toxina causa paralisia muscular. Os primeiros sintomas, que podem aparecer entre 18 e 36 horas, são boca seca, visão dupla, náuseas, vômitos, cólicas e diarréias. Posteriormente, surgem sintomas neurológicos, como paralisia facial, que terminam com problemas respiratórios.

O DSC explica que não é necessário que a população entre em pânico porque a incidência da toxina é muito baixa. A orientação para as pessoas que tenham os produtos em casa é para que fervam o palmito antes de consumir.