11 de março de 2026
Geral

Reajuste de preço

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

Combustível deve aumentar 11,5 % nos postos

Combustível deve aumentar 11,5% nos postos

Texto: Márcia Buzalaf

O aumento autorizado pelo Governo Federal de 11,5% nos combustíveis na refinaria a partir da madrugada de sexta-feira, deve ser novamente repassado na íntegra para o preço ao consumidor. De acordo com o diretor-presidente da Flag, distribuidora de combustíveis de Bauru e região, Francisco Simões Barbosa, 53 anos, em Bauru, o reajuste só deve ser feito depois do final de semana, já que os revendedores devem manter o preço com o estoque que têm.

Como o aumento atinge todos os derivados de petróleo, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, deve ter um acréscimo de 4% e o diesel de 8% para o consumidor. A justificativa para este reajuste

é a desvalorização do real e o aumento do preço do petróleo no mercado internacional.

O reajuste acumulado desde janeiro deste ano já é superior a 35%, de acordo com Barbosa. Segundo ele, os postos não têm condição de absorver parte do reajuste que a refinaria vai cobrar. Segundo afirma Barbosa, o preço pago pelo litro de gasolina é de R$ 0,8296. Para ele, isso já é motivo suficiente para que o reajuste no preço final não seja de 6,5%, como sugeriu o governo federal.

Para Barbosa, o fato do governo indicar o percentual a ser repassado para o consumidor, apesar dos preços estarem liberados,

é um problema sério que pode induzir, inclusive, o proprietário do posto a manter aquele índice de qualquer forma. Em outras palavras, a adulteração da gasolina pode estar sendo motivada pelo índice ao consumidor que o governo vem "sugerindo" nos últimos reajustes.

De acordo com informações obtidas por fontes do setor, com a adição de 24% de álcool anidro e os impostos e frete que incidem diretamente sobre o produto, o custo calculado do litro da gasolina sem margem de lucro alguma gira em torno de R$ 0,72 e R$ 0,73.

Adulteração

De acordo com Barbosa, daqui há 30 dias aproximadamente, o governo federal vai lançar um kit de teste de gasolina em que o próprio consumidor poderá verificar se a gasolina contém solvente. O equipamento será obrigatório nos postos de revenda de combustíveis. Vale lembra que aquele tubo de ensaio localizado nas bombas de gasolina têm a função de medir a incidência de álcool anidro na gasolina, que deve ser de 24%.

Outra atitude que sinaliza a maior rigidez na fiscalização da qualidade do combustível e que soma forças ao teste de solvente é a mudança na coloração dos solventes, que serão marcados com cores diferentes. De acordo com a portaria n.º 63, de 8 de abril, os solventes só podem ser fornecidos por seis centrais petroquímicas.

"Vai ser mais fácil fazer o controle da venda do solvente, quem compra, para onde vai, com as notas fiscais comprovando. Isso vai ajudar bastante", finaliza Barbosa.

Para o empresário, a fiscalização da adulteração não se limita aos postos de combustíveis. "Eles têm que verificar a fonte que entrega para os postos", indica Barbosa.