08 de julho de 2026
Geral

Cohab

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 3 min

Cohab estuda terceirização de serviços

Cohab estuda terceirização de serviços

Texto: Josefa Cunha

Depois da dispensa dos comissionados, rescisão de contratos e implantação do Plano de Demissão Voluntária

(PDV), a Companhia de Habitação Popular de Bauru

(Cohab) estuda agora a terceirização dos serviços como forma alternativa de reduzir as despesas da empresa. Inicialmente, a idéia é adotar o modelo no setor de cobrança e, talvez no futuro, em outros departamentos.

A companhia não tem dados precisos de quanta economia a terceirização traria, mas a estimativa é animadora partindo dos resultados obtidos por outras empresas que a implantaram ao longo dos últimos cinco anos. Na prática, os serviços seriam mantidos normalmente - talvez até com mais qualidade - sem implicar gastos da empresa com funcionários.

Numa pré-cotação de mercado, levantou-se que as empresas especializadas em cobrança costumam cobrar uma taxa de 2% sobre o valor de cada boleto. Essa taxa seria paga pela Cohab, que a considera viável diante dos gastos hoje dispensados com a folha de pagamento. A implantação do modelo terceirizado será realizado através de concorrência pública.

Os funcionários que hoje trabalham no setor de cobrança da companhia deverão ser remanejados de função caso viabilizada a proposta, mas as vagas em outros departamento não são garantidas. Algumas seções da Cohab continuam com excesso de pessoal e, caso não ocorram saídas voluntárias, haverá novas demissões. O setor de engenharia é o mais problemático, especialmente pelo fato de a empresa estar há quase seis anos sem projetos habitacionais.

A diretoria da Cohab já avisou que a política de dispensas não está encerrada ainda. Os possíveis cortes poderão incidir sobre os funcionários que estão há mais de dez anos na empresa e que, pela lei, não possuem estabilidade garantida. Os servidores admitidos a partir de 1988 apresentam vantagem nesse sentido, uma vez que a Constituição Federal tornou obrigatório o concurso - e conseqüente estabilidade - para o ingresso no serviço público.

A expectativa para a redução dos últimos excessos estava centrada no Plano de Demissão Voluntária, implantado no início do mês com a oferta de vários incentivos para o desligamento espontâneo. A previsão da empresa era conseguir 25 adesões, mas, até o momento, apenas seis pessoas se inscreveram, sendo que todas já eram aposentadas. O PDV segue até o final de maio e serão seus resultados finais que determinarão a necessidade de novas demissões compulsórias.

Fim do paternalismo

Outra mudança adotada pela Cohab nesta semana foi o corte do transporte gratuito a funcionários, um "serviço" que há anos estava instituído na companhia. Diariamente, um grupo de 36 pessoas era levado até seus bairros ou ponto de ônibus por viaturas da empresa (três kombis e três carros). Além do sentido da economia, a diretoria concluiu que a gentileza paternalista oferecia riscos aos funcionários, uma vez que os veículos já não apresentam condições adequadas para essa finalidade.

Aproveitando o incentivo fiscal concedido pela oferta do vale-transporte, a Cohab vai agora - provavelmente a partir de maio - oferecer passes de ônibus aos funcionários que desejarem. Conforme prevê a legislação trabalhista, os vales serão opcionais e cobrados mensalmente na ordem de 6% do salário.

Paralelamente aos cortes e dispensas, a Cohab também começa a investir contra o absenteísmo dos funcionários. Na próxima segunda-feira, todos os trabalhadores da empresa serão vacinados gratuitamente contra a gripe. A determinação para imunização coletiva partiu do presidente Daltayr Vallim, que espera reduzir as faltas oferecendo mais saúde aos servidores. A vacinação é extensiva aos dependentes com mais de 40 anos de idade.