07 de julho de 2026
Geral

CNBB

Adriana Rota
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Bispo de Bauru participa da Assembléia Geral da CNBB

Bispo de Bauru participa da Assembléia Geral da CNBB

Texto: Adriana Rota

A 37.ª Assembléia Geral anual da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), órgão máximo da Igreja Católica no País, teve início na manhã de ontem, em Itaici, na região de Indaiatuba. Até o dia 23, 280 bispos, dentre eles o representante de Bauru, dom Aloysio Leal Penna, estarão reunidos para delimitar as diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja.

Além das discussões sobre a programação da Igreja para o ano 2000, as comemorações 500 anos de evangelização no Brasil, a preparação de relatórios sobre a conjuntura do País, para citar apenas alguns assuntos, durante a assembléia também estão ocorrendo eleições para mais de 20 cargos ligados à CNBB, dentre presidente, vice-presidente, secretário geral e mais nove setores dos "ministérios", que incluem Juventude, Educação, Família, Missões, Liturgia e Catequese.

Desde 1952, ano de criação da CNBB, essa é a primeira vez que duas chapas são colocadas abertamente para a realização de eleições diretas, secretas e individuais. Os candidatos devem ser eleitos pela maioria absoluta, com mandato para quatro anos e possibilidade de reeleição.

Para a presidência da instituição, os nomes mais visados são o de dom Jayme Chemello, de Pelotas (RS), o atual presidente, e de dom Claudio Hummes, arcebispo de São Paulo. De acordo com dom Aloysio, no entanto, "pode sair um nome que nem tenha sido mencionado". "Não existe campanha, só conversas pelos corredores", afirmou. Segundo informações da Agência Estado, o método adotado para as eleições não agradou a todos os bispos presentes, havendo quem ameaçasse votar em branco em sinal de protesto.

Dom Aloysio preferiu manter segredo sobre sua escolha. Quanto ao perfil dos dois candidatos mais fortes, afirmou que ambos têm as mesmas chances, embora dom Chemello seja o candidato da situação, já que assumiu o lugar do ex-presidente, Lucas Moreira Neves, que foi para Roma. "A imprensa diz que dom Hummes seria mais espiritualista, ou seja, mais relacionado aos problemas internos da Igreja e menos com os problemas sociais, com o Governo, etc. O dom Chemello tem mais atuação no social", considerou.