Chuvas provocam mais estragos na cidade
Chuvas provocam mais estragos na cidade
Texto: Andréia Alevato
A forte chuva que caiu na noite de anteontem e durante a manhã de ontem, provocou mais estragos na cidade.
Cristiane Andréia Leodoro Martins, moradora da quadra 18, da rua Bernardino de Campos, na vila Falcão, não conseguiu tirar seu carro da garagem, ontem de manhã, para levar o filho ao médico, por causa do grande buraco em frente sua casa.
Ela contou que há uns meses, as chuvas fizeram com que o asfalto se levantassem, mas a população não tinha problema para transitar pelas ruas. Mas, há duas semanas, funcionários e máquinas da Prefeitura estiveram no local, retiraram o asfalto levantado e colocaram terra.
"Nesse dia, no período da tarde, os funcionários ficaram sentados debaixo da árvore até o caminhão vir buscá-los. No dia seguinte foi a mesma coisa. Não sei o que eles esperavam", disse Cristiane.
Com as chuvas dessa semana, a terra rodou e um imenso buraco se formou na rua. O esgoto, com forte mau cheiro, passa na frente das casas da rua Bernardino de Campos. Cristiane disse que já falou com a Prefeitura e no DAE, mas nenhuma providência foi tomada.
"Quando não tem calçada, nós somos multados. O buraco já está invadindo minha calçada. Quem é que vai pagar por isso?", questionou a moradora da vila Falcão.
No Jardim TV, os ônibus urbanos não conseguem passar pela rua Joaquim Costa Guimarães, que encontra com a Forte Grassi. Os moradores dessa parte do bairro têm que descer aproximadamente sete quarteirões para conseguirem pegar um ônibus. Um motorista, que não quis se identificar, disse que é impossível chegar até o ponto final.
"Nós subimos até a quadra 2 da rua Joaquim Costa Guimarães, e entramos na Antônio J. Parente, porque não dá para ir mais", afirmou o motorista.
A moradora da rua Brasilino de Carvalho, Maria José Nunes da Rosa, reclamou porque os ônibus de turismo não entram na rua.
"Sábado tenho excursão e é preciso que o ônibus venha até a rua. Com todos esses buracos os ônibus não entram aqui e nós temos que descer até lá embaixo. O outro absurdo é que quem mora mais para cima está isolado, porque nem o
ônibus urbano chega lá", reclamou Maria José.