15 de março de 2026
Geral

Transporte escolar

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Condutor escolar deve reajustar preço do serviço

Condutor escolar deve reajustar preço do serviço

Texto: Luciano Augusto

A Associação dos Condutores do Transporte Escolar do Município de Bauru (Acotemb) afirmou que, com o último reajuste de combustíveis, a situação ficou

""crítica e insuportável" e as mensalidades deverão ser reajustadas. Os reajustes motivados pela alta dos combustíveis são, em sua maioria, previstos em contrato. A saída indicada pela associação

é a negociação entre pais e condutores.

O último aumento sugerido pelo governo foi de 6,5%. Entretanto, em Bauru, conforme reportagem publicada no sábado pelo JC, alguns postos aumentaram em mais de 16% o preço da gasolina.

Como 50% da frota que roda na cidade é a gasolina, os aumentos são previsíveis. De acordo com o presidente da Acotemb, Vítor Moreira Tallão, 31 anos, "o combustível

é o que influencia diretamente no transporte, porque o abastecimento é diário. Não tem como a Associação chegar depois destes aumentos e pedir para não aumentar

(os preços)", sendo que uma perua escolar gasta uma média de 30 litros de gasolina por dia. A outra metade da frota é abastecida com diesel, "que, por ainda ser subsidiado, se torna mais em conta".

"A situação ficou crítica", segundo Tallão, porque 95% da categoria não alteram o valor da mensalidade há mais de três anos. O presidente da associação disse que não tinha condições de estabelecer um percentual médio de aumento porque isso depende muito da localização da escola e da qualidade do serviço que é prestado. "Tem gente que cobra barato e presta um serviço de péssima qualidade", complementou. Em média, hoje, o preço pago pelos pais está variando entre R$ 55,00 e R$ 80,00, que, conforme Tallão, está fora ainda do que deveria ser cobrado.

A condutora Ana Káritas Dota Segura, 26 anos, disse que está repassando o aumento pela primeira vez nos últimos três anos. Ela explicou que, como os salários estão congelados, fica impraticável reajustar a mensalidade sempre que os combustíveis sobem de preço. "Procuro não subir toda vez que tem aumento para controlar, só que agora eu tive que repassar, porque estava começando a ter prejuízo no posto de gasolina", argumenta. Segura reajustou sua mensalidade em 12,5%, passando de R$ 80,00 para R$ 90,00.

A maioria dos contratos entre pais e condutores prevêem os aumentos nas mensalidades motivados pelos reajustes nos combustíveis. Tallão orienta para "os pais negociarem os reajustes, porque o serviço, que virou um luxo desnecessário", tem um custo operacional. Parcelar o reajuste, por exemplo, é uma das formas de negociação. Além da negociação, ele também pede para os pais exigirem cópia assinada do contrato com o condutor, bem como guardar todos os recibos de pagamento. E os condutores, "devem fornece-los, porque

é uma segurança para ambos".

A Acotemb estuda ainda uma forma de tarifar o serviço de transporte escolar. Nesta situação quem determinaria os aumentos seria o órgão gerenciador, no caso, a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).