08 de julho de 2026
Geral

Energia elétrica

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 3 min

Cerca de 15 mil consumidores devem perder subsídio da energia em Bauru

Cerca de 15 mil consumidores devem perder subsídio da energia em Bauru

Texto: Paulo Toledo

Cerca de 50% dos 30 mil clientes da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) que estão enquadrados na Tarifa de Baixa Renda, que recebem subsídios para a energia que consomem, deverão perder o benefícios, por estarem, na realidade, fora das condições exigidas. Lúcio Esteves Júnior, 40 anos, gerente do Distrito de Bauru da empresa, afirma os clientes foram chamados para verificação do enquadramento, antes da reclassificação. Outros 29 mil consumidores estavam enquadrados perfeitamente.

De acordo com Esteve Júnior, o número exato que consumidores que serão reclassificados, perdendo o subsídio em suas contas, só deverá ser conhecido ao fim das mudanças, que estão sendo implantadas. Segundo explicou, a CPFL enviou uma correspondência para todos os clientes que ela entendeu que estariam enquadrados fora da faixa da Tarifa de Baixa Renda. Ele explica que as pessoas que se sentirem prejudicadas com a mudança podem procurar a companhia para realização de uma inspeção, para comprovação das condições de baixa renda.

Para estar enquadrado na faixa que recebe subsídio, o consumidor deve preencher os seguintes requisitos: ter instalado na residência um relógio de medição tipo monofásico; consumir, no máximo, 220 quilowatts-hora por mês; ter eletrodomésticos que somados não ultrapassem a potência de 4.000 watts.

Augusto Luis Rodrigues, 50 anos, gerente do Departamento de Comunicação Empresarial da CPFL, destaca que a companhia tinha um nível de concessão de subsídios para pessoas de baixa renda muito alto, chegando a 56% do total dos consumidores residenciais. Ele destaca que outros Estados como, por exemplo, o Piauí, tem um índice de apenas 2% de clientes enquadrados na chamada Tarifa de Baixa Renda.

De acordo com Rodrigues, para corrigir as distorções, a Paulista aplicou uma portaria de 1996, que reenquadrava os clientes.

Esteves Júnior disse que a CPFL enquanto era estatal sofria grande influência de políticos que a utilizavam para tirar dividendos, como a obtenção de votos, o que acabou gerando grandes distorções, como um nível elevado de clientes enquadrados na categoria de baixa renda. "Como iniciativa privada, o que está havendo é, pura e simplesmente, um adequação dentro das normas do poder concedente", afirmou.

A empresa enviou, recentemente, uma segunda carta orientando os consumidores que estão sendo reclassificados para que procurem a empresa em caso de dúvidas. Além disso, está fazendo uma campanha em jornal e rádio, de forma regional, para dar aos clientes as oportunidades para entrar em contato e entender o que está ocorrendo.

Reaproximação

Rodrigues destaca que a reaproximação com a comunidade se deu já a partir de 1998. Dessa forma, a Paulista quer dar retribuições às comunidades em que atua. Um dos programas foi de doação de equipamentos para hospitais - 35 Santas Casas - , como ocorreu, ontem, com a entrega para a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) - veja matéria nesta página -, num total de R$ 1,5 milhão.

"Escolhemos hospitais que eram referências regionais e que prestavam assistência gratuita a populações carentes", afirmou.

O segundo programa de reaproximação com a comunidade foi a exposição de "Salvador Dali", exposta em Campinas, mas que pessoas de várias cidades do Estado se deslocaram até aquela cidade para ver. A idéia era repetir a dose em 99, mas a alta do dólar está provocando problemas.