07 de julho de 2026
Geral

Repasse verbas

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

Prefeitura fecha convênio com entidades assistenciais

Prefeitura fecha convênio com entidades assistenciais

Texto: Adriana Amorim

As 64 entidades assistenciais de Bauru receberam ontem a primeira parcela da subvenção municipal deste ano. Elas assinaram o convênio com a Prefeitura Municipal, que vai repassar este ano R$ 1,06 milhões. A promessa da administração

é de que os recursos serão destinados regirosamente a cada 30 dias e que as instituições não voltarão a ficar com os repasses atrasados como no ano passado.

O Município é responsável pelo pagamento de 20% da capacidade de atendimento de cada entidade, sendo que há diferença no valor "per capita" de acordo com o trabalho desenvolvido. Este ano, as entidades que atuam em áreas como atendimento à família, idosos, crianças e outros - com exceção das creches - vão receber R$ 733.536,80. As creches ficam com R$ 233.284,44 e outros R$ 49.560,56 serão encaminhados para pagamento de pessoal de algumas entidades.

A secretária Sandra Scriptore, da Secretaria Municipal do Bem Estar Social (Sebes), explica que os recursos são os mesmos destinados no ano passado. O prefeito Nilson Costa, no entanto, garantiu que serão estudadas alternativas para que o Município consiga aumentar os repasses no convênio que deve ser firmado no ano que vem.

"Por enquanto o que podemos garantir é que os repasses serão feitos todo mês", afirmou. "Vamos fazer o possível e o impossível para manter as datas dos repasses", disse o secretário das Finanças, Raul Gomes Duarte.

O valor total foi dividido em nove parcelas, uma vez que não foi possível assinar o convênio no início do ano. Segundo o prefeito, a regularização do pagamento dos repasses referentes ao ano passado só foi concluída em fevereiro, o que teria atrasado o acerto do novo contrato. Em 98, não foram cumpridas as datas para a destinação da verba às entidades, que receberam a terceira parcela do ano no mês de agosto.

Devido à falta de dinheiro, muitas entidades tiveram que alterar o ritmo de trabalho. Elas dizem que os recursos não são expressivos, mas fazem a diferença na prestação dos serviços. "Pode ser pouco, mas esse pouco é fundamental", garante o presidente do Consórcio Municipal de Assistência Social (Cips), Roberto Previdello.

No último ano, a entidade teve que reduzir o atendimento aos adolescentes. As vagas caíram de 800 para 450. "Infelizmente adolescentes tiveram que voltar para as ruas", lamenta Previdello. Para manter as atividades, o Cips apostou nas campanhas feitas junto à comunidade.

As campanhas também foram a saída para a Sociedade de Proteção à Maternidade e à Criança da Sociedade Beneficente Cristã. A entidade atende 200 crianças de 0 a 18 anos de idade e também apelou para a economia para manter o serviço. "A gente teve cortar gastos e demitir funcionários", explica a presidente da entidade, Ana Aparecida Camilo. "Com essa verba que estamos recebendo, mesmo que seja pouca, teremos jeito de melhorar".