07 de julho de 2026
Geral

Drogas

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Dise apreende 15 gramas de cocaína no Jd Ivone

Dise apreende 15 gramas de cocaína no Jardim Ivone

Texto: Ieda Rodrigues

A Delegacia de Investigaç ões Gerais Sobre Entorpecentes

(Dise) de Bauru apreendeu, ontem à noite, 15 gramas de cocaína no Jardim Ivone. A droga foi encontrada na casa de Adão Batista de Lima, 33 anos, eletricista autÃnomo, que foi preso por tráfico de drogas. Ele vendia cocaína sob a senha de "franguinho".

Para comprar a droga, o usuário, que ligava ou ia até a casa de Lima, precisava falar a senha, só depois levava o produto. Se a pessoa queria uma grama de cocaína, por exemplo, que era vendida a R$ 10,00, pedia "um franguinho". Enquanto a polícia fazia a apreensão, vários usuários ligaram e chegaram na casa de Lima, confirmando que ele traficava. A droga está avaliada em R$ 500,00.

O delegado da Dise, Renato Cagnacci, disse que, há bastante tempo, havia informações de que Lima traficava. Ontem, como a polícia já sabia da senha necessária para comprar a droga, um investigador passou-se por usuário e foi até a casa de Lima. O investigador pediu "dois franguinhos" e, então, quando Lima foi buscar a droga, a polícia fez o flagrante.

A cocaína foi encontrada em um único pacote, em cima da cama de Lima. O acusado de tráfico é casado e sua mulher, que foi autuada por porte de entorpecente por ter maconha em seu poder, está com filho recém-nascido. Na casa de Lima foi apreendido um aparelho bina, que permite a identificação do número do telefone de onde parte a ligação. Possivelmente, ele usava o aparelho para evitar que a polícia o pegasse, caso ligasse para sua casa de uma delegacia.

O delegado da Dise contou que Lima tinha os nomes de seus "clientes" catalogados e que ele também entregava a cocaína em domicílio. Os usuários que chegaram à casa de Lima quando a polícia fazia o flagrante foram indiciados como testemunhas porque, conforme explicou Cagnacci, como ainda não haviam comprado a droga, também não havia crime.

Lima tem passagens na polícia por tentativa de homicídio e estelionato e há suspeita de que ele esteja envolvido num homicídio ocorrido no ano passado em Bauru. Após ouvido na Dise, ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Bauru onde aguardará julgamento. A pena prevista para tráfico de drogas é de 3 a 5 anos de reclusão.