08 de julho de 2026
Geral

Condomínio

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Aumenta inadimplência "curta" em condomínos

Aumenta inadimplência "curta" em condomínio

Texto: Luciano Augusto

Os administradores e síndicos de Bauru acusaram neste início de ano um aumento no número de condÃminos inadimplentes. A inadimplência, embora sendo questão de alguns dias ou de um ou dois meses, preocupa justamente pelo registro de um crescimento ascendente.

As explicações mais recorrentes dos condÃminos giram em torno da perda do emprego e dos baixos salários, segundo os administradores e síndicos.

O tesoureiro da Associação dos Administradores e Corretores de Imóveis de Bauru (Aciba), José Martinho Teixeira da Silva, 45 anos, informou que o condomínio equivale, em média, a 30% do custo total do aluguel. Por exemplo, um apartamento com aluguel a R$ 300,00, o condomínio cobrado

é de R$ 90,00.

O síndico ou administrador não pode deixar de oferecer os serviços que são cobertos pela taxa de condomínio. Entretanto, eles têm a opção de entrar com ação judicial no Juizado de Pequenas Causas, que podem terminar na execução e penhora do imóvel.

No Parque das Camélias, por exemplo, o percentual de devedores chega a quase 20%. Entretanto, dos 720 apartamentos do condomínio somente em cinco o atraso no pagamento é superior a seis meses.

O preço do condomínio no maior conjunto residencial da cidade, o Camélias, varia de R$ 65,00 (o apartamento mais simples, com um quarto) a R$ 90,00 (o apartamento com três quartos e dois banheiros). No preço estão incluídos, basicamente, as contas de água e luz e os gastos com a folha de pagamento, que, segundo a síndica geral, Jaqueline Angele Didier, 43 anos, "corresponde a praticamente 80% do custo do condomínio".

De acordo com a síndica, o valor do condomínio não sofreu qualquer reajuste nos últimos dois anos. Para se adequar ao aumento dos gastos, Didier diz que foi preciso dispensar alguns funcionários e fazer outras adequações, de ordem gerencial e administrativa. Mas, avisa, se continuar este quadro, ela terá que reajustar o valor do condomínio.

Quem também aponta um aumento na inadimplência é o diretor da Bolsão Imóveis e Administradora, José Botelho de Figueiredo, de 65 anos. Os atrasos, segundo ele, em sua maioria, são de um mês. A partir do terceiro mês de atraso, a administradora já remete o caso para o departamento jurídico.

Aumentos no valor do condomínio também, pelo menos por enquanto, estão descartados pela Bolsão, devido

à própria situação de dificuldade pela qual passa o País.