Temer recebe carta do setor petroleiro em Bauru
Temer recebe carta do setor petroleiro em Bauru
Texto: Márcia Buzalaf
Até agora, 30 revendedores de combustíveis de Bauru confirmaram presença na marcha que os representantes do setor estão organizando a ser realizada amanhã, em Brasília. Do Brasil todo, devem comparecer à manifestação cerca de três mil revendedores.
A proposta foi decidida na última sexta-feira, quando o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, esteve na cidade e recebeu uma carta feita pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), juntamente com a distribuidora Ipiranga.
De acordo com o diretor do Sincopetro, Sebastião Homero Gomes, 39 anos, as questões que atualmente rodeiam o setor de combustíveis, como a adulteração e a isenção fiscal, foram detalhadas na carta ao deputado.
Entre os pontos que devem ganhar maior amplitude na discussão, está a isonomia de preços com a distribuidora. Segundo Gomes, os proprietários de postos de combustíveis querem a estipulação de uma banda para os preços, que teria a variação de 3%, em cada região.
O argumento para se estabelecer uma faixa em que os preços dos combustíveis estariam situados, segundo Gomes, parte da própria atitude das distribuidoras, ao terem autonomia em praticar diferentes preços para os diferentes revendedores.
"Já existiu a banda, mas ela foi eliminada", afirma.
Outra questão a ser debatida em Brasília é a criação do Imposto Seletivo Único a incidir sobre os combustíveis. Como o próprio nome diz, os combustíveis passariam a ter a incidência de apenas um imposto, generalizado. Para Gomes, a medida pode acabar com a isenção tributária que algumas distribuidoras têm.
O debate destas questões, segundo Gomes, tem dois objetivos claros. O primeiro é controlar a adulteração dos combustíveis, que, segundo a carta enviada ao político federal, está perdendo seu espaço na discussão política para as Comissões Parlamentares de Inquérito
(CPI).
A segunda meta do encontro em Brasília, diz Gomes, é assegurar a sobrevivência de alguns postos de combustíveis, que, segundo ele, sofrem com a concorrência desleal de "distribuidoras que sonegam impostos e que adulteram o combustível".
Por estes motivos, Gomes diz, o setor espera, inclusive, maior controle na venda de solventes para as distribuidoras e/ou postos revendedores.