08 de julho de 2026
Geral

Venda a prazo

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Procura por prazos aumenta no comércio

Procura por prazos aumenta no comércio

Os lojistas de Bauru vêm registrando, principalmente no mês de maio, um aumento nos pagamentos à prazo. O cheque pré-datado está sendo usado em larga escala pelo consumidor assim como o cartão de crédito. Com isso, o comércio tem se mantido aquecido, com os resultados praticamente iguais aos do ano passado.

A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) explicou que o setor não incentiva este tipo de pagamento, mas, pelas condições salariais atuais "não dá para deixar o freguês sair sem comprar. É por isso que têm que vender a prazo". O maior prazo para pagamento, conforme análise do presidente da CDL, Orlando Burgo, 67 anos, "é uma situação puramente econÃmica", provocada pela diminuição do poder de compra do consumidor.

Os juros praticados pelo comércio são de até 5% ao mês. As consultas para verificação de crédito no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), segundo Burgo, na semana passada, aumentaram cerca de 15% comparados com a mesma semana de 98. Burgo afirmou ainda que se analisarmos as lojas do Calçadão somente, o comércio atingiu, de maneira geral, de 4% a 5% a mais do que no ano passado. Em lojas específicas, como as que vendem sapatos, por exemplo, o aumento foi maior ainda.

No Bauru Shopping também foi sentida uma maior procura pelo parcelamento da dívida, muito embora os lojistas do Shopping trabalhem com parcelamentos menores, de até 3 pagamentos.

José Francisco Carrara, 44 anos, presidente da Associação dos Lojistas do Bauru Shopping (ALBS) afirmou que em sua loja, as vendas com cheques pré-datados representaram 60% do total negociado.

O intenso movimento nas lojas no final de semana fez aumentar o faturamento deste ano em relação ao do ano passado. As lojas de presentes e calçados representam a excessão, com faturamento superior. A moda jovem também atraiu grande parte dos consumidores.

Carrara acredita que o consumidor está perdendo o medo de volta da inflação e está retornando às compras, "pelo menos por hora". O empresário disse que o preço da matéria-prima aumentou mas que não houve repasse para o consumidor, porque se repassar acaba com a possibilidade de fechar a venda.