14 de março de 2026
Geral

Preço remédios

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Remédios sobem mais 6%, entre julho e setembro

Remédios sobem mais 6%, entre julho e setembro

Texto: Luciano Augusto

Os remédios vão ficar ainda mais caros à partir de julho. O aumento anunciado pela Secretaria de Acompanhamento EconÃmico, do Ministério da Fazenda, será de 6%, divididos em 3 parcelas iguais de 2%, entre os meses de julho a setembro. No Dia do Trabalho, 1.º de Maio houve um aumento médio de 4%, que já está sendo praticado pelas farmácias.

O próximo aumento, de 6%, resultado de negociações entre o Governo Federal e o setor farmacêutico, foi firmado para "compensar o que ainda restava das elevações nos preços das matérias-primas importadas" utilizadas na produção do medicamento. Este, segundo o Governo, será o último aumento de medicamentos no ano de 99.

Ruy de Sá Telles, 38 anos, gerente comercial da Droga Raia, informou que os aumentos médios nos últimos três meses foram: em março a alta foi de 4%, em abril foi de mais 4% e em maio foi de 2,5%. Como disse, o setor "não sabe exatamente como subiu, porque tem produto que não subiu e outros que subiram até 12%". Estas altas estão acabando de ser repassadas para os consumidores.

Estes aumentos, segundo o gerente comercial da Droga Raia, são compensações das perdas dos laboratórios com a desvalorização cambial. Os insumos e matérias-primas são em grande parte importados e foram pressionados pela supervalorização da moeda americana. Telles explicou que "o comércio é apenas repassador de preço e está muito tranqÃilo em relação aos aumentos porque ele não tem ação direta sobre o preço dos medicamentos".

O proprietário da rede de farmácias Droganova, Rui Pagano Júnior, 41 anos, confirmou o aumento médio de 4% nos preços dos medicamentos em maio. Os medicamentos, segundo ele, não estão subindo linearmente, independente de a matéria-prima que está sendo utilizada ser importada ou não. "Depende muito do que o laboratório julga estar defasado o produto ou não", complementa Pagano Júnior.

Também não há nenhuma relação do aumento em um medicamento que tem mais saída ou outro que, normalmente, se vende pouco não sofrer alteração no preço. Na rede, parte dos medicamentos já estão sendo vendidos de acordo com a nova tabela de maio. A outra está sendo remarcada. "Como os preços subiram dia 1.º e nós já estamos no dia 12 (ontem), não temos mais os estoques de medicamentos para fazer o preço médio", justifica o proprietária da Droganova.

De acordo com os farmacêuticos, os consumidores mais atentos e aqueles que usam algum remédio regularmente já têm notado os reajustes e reclamam no momento de pagar a conta da farmácia.