08 de julho de 2026
Geral

Atendimento médico

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos implanta "médico domiciliar"

Agudos implanta "médico domiciliar"

Programa foi implantado há dois meses e beneficia diretamente população mais carente da cidade

Agudos

- A Prefeitura Municipal de Agudos implantou, há dois meses, o programa Médico da Família, direcionado a atender em casa a população mais carente da cidade. A iniciativa faz parte do projeto do prefeito Afonso Condi (PSDB), 42 anos, de proporcionar uma melhor qualidade de vida aos 35 mil habitantes residentes no município.

No início de março deste ano, o programa piloto foi implantado no bairro do Taperão, um dos mais carentes da cidade. A Coordenadoria de Ação Social da Prefeitura realizou um levantamento no bairro, através do preenchimento de uma ficha sócio-econÃmico, para identificar os casos que necessitavam de atendimento médico domiciliar mais urgente.

Com a ajuda do diagnóstico social, foram identificadas 18 famílias, todas elas com pelo menos um integrante acamado, cujo quadro clínico impossibilitava o deslocamento até o hospital da cidade para receber atendimento médico-hospitalar.

"São pessoas carentes, geralmente idosas, deficientes físicos e mentais impossibilitadas de se locomoverem", explica a assistência social Laura Prado Fogolin, 47 anos, diretora da Coordenadoria de Ação Social da Prefeitura.

Em casa

Depois de identificadas as famílias e seus doentes, uma equipe formada por um médico clínico geral, uma enfermeira de alto padrão, um sanitarista e um nutricionista iniciou as visitas domiciliares, realizadas todas as segundas e sextas-feiras. Além da consulta inicial, os clientes da equipe passam para um chek-up completo.

Os exames laboratoriais necessários para diagnosticar doenças bem como os medicamentos para o tratamento são custeados pela administração municipal. "As visitas são feitas duas vezes por semana. O resultado dos primeiros dois meses do programa tem sido excelente", comemora Laura.

Em média, são visitadas seis famílias por semana. Com o início do programa, a própria comunidade encarrega-se de identificar moradores que enquadram-se no perfil escolhido para o atendimento médico domiciliar. Cada profissional que integra a equipe orienta a família para as suas necessidades emergenciais.

O sanitarista, por exemplo, avalia as condições de higiene e de saneamento do local e, se houver necessidade, orienta os residentes para a adoção de uma vida mais saudável. Após a visita do médico, a enfermeira de alto padrão dá continuidade semanal ao seu trabalho, como aplicação de curativos, medição da pressão arterial e outros acompanhamentos.

A alimentação da família também é avaliada. A nutricionista identifica os hábitos alimentares dos moradores, corrige possíveis falhas levantadas e os orienta para a importância de uma alimentação saudável e balanceada. Ela ainda incentiva o plantio de hortaliças e legumes nos quintais das residências.

Além de toda o atendimento médico, sanitarista e nutricional, a equipe também identifica moradores acima de 67 anos de idade incapacitados para o trabalho e que sejam portadores de deficiências físicas ou mentais. Essas pessoas estão aptas para reivindicar junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) o benefício da Loas

(Lei Orgânica da Assistência Social).

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