07 de julho de 2026
Geral

Rodeios

Adriana Rota
| Tempo de leitura: 2 min

Uipa recebe afirmações de pessoas ligadas a rodeio

Uipa rebate afirmações de pessoas ligadas a rodeios

Texto: Adriana Rota

A diretoria da União Internacional Protetora dos Animais

(Uipa) entrou em contato com o JC para se manifestar a respeito dos recentes acontecimentos envolvendo a entidade, com referência à liminar que proíbe a emissão de alvarás para a realização de rodeios nas cidades de Arealva, Avaí e Bauru. Nas últimas terça e quartas-feiras, pessoas ligadas às festas de rodeio e a Prefeitura publicaram, no JC, "esclarecimentos" sobre a questão.

Damair Pereira de Almeida, membro da diretoria, fez questão de ressaltar que nada tem contra o rodeio em si, mas sim contra os maus-tratos aos quais, por vezes, são submetidos os animais participantes. Ela acredita que o direito ao lazer, mencionado na página cinco da edição da última terça, deve ser levado em conta, mas não em detrimento ao bem-estar dos animais. "A população merece e tem direito às festas de baixo custo e, se possível, sem Ãnus. Mas o que ocorre é uma farsa para o público pagante, que não imagina a crueldade sofrida pelos animais nos bastidores", opinou.

Quanto aos postos de trabalho gerados pela atividade, Damair acredita ter sido colocado de maneira alarmista, já que apenas um pequeno de pessoas, segundo ela, se beneficia dos resultados obtidos.

A afirmação que menciona países como Estados Unidos e Canadá, supostamente mais "evoluídos", portanto, permitindo a realização dos rodeios, é rebatida pela diretora da Uipa: "Em algumas localidades de países do chamado primeiro mundo, como o próprio Estados Unidos, a pena de morte é legalizada. Deveríamos, então, recolher todo o lixo cultural? O brasileiro já perdeu a mania de copiar os estrangeiros, aprendendo a valorizar as opiniões próprias".

Sobre a afirmação que questiona as intenções da Uipa, dizendo que seus membros buscam auto-promoção

"na medida em que sempre aparecem na mídia como defensores de uma causa, porém sem embasamento técnico/científico convincente", Damair responde da seguinte maneira: "Temos 12 documentos dentre pareceres e laudos técnicos de veterinários e de um advogado, ligados a instituições como Ibama, USP e Instituto de Criminalística Carlos Éboli, que atestam os maus-tratos. Além disso, diferentemente dos que promovem os rodeios, nós trabalhamos de graça, porque acreditamos verdadeiramente numa causa".

A diretora da Uipa lembra que a Constituição Federal consagra o Ministério Público como guardião do meio ambiente, sendo responsável pela fauna e pela flora.

"O artigo 1.º da lei número 24.645/34 diz que todos os animais do País são tutelados do Estado. No artigo 16.º, profere que as autoridades federais, estaduais e municipais devem prestar aos membros das sociedades protetoras dos animais a cooperação necessária para fazer cumprir a lei", finalizou.