08 de julho de 2026
Geral

Recisão de contrato

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Gasto com transporte de alunos caiu

Gasto com transporte de alunos caiu

Texto: Josefa Cunha

As despesas com o transporte de alunos da zona rural, escolas especiais e municipais teriam caído cerca de 30% depois que a Prefeitura rescindiu contrato com a Pérola Turismo, empresa de Adhemar Previdello que há anos prestava o serviço ao município. As informações oficiais sobre o assunto deverão ser divulgadas ainda hoje, mas o JC já apurou que a Prefeitura economizou, em apenas um mês, algo em torno de R$ 50 mil.

O contrato com a Pérola Turismo expirou-se em março, mas o próprio Adhemar Previdello pediu rompimento do contrato dois dias antes do prazo final. A rescisão antecipada veio depois que a Polícia Militar realizou uma inspeção em alguns ônibus da empresa utilizados no transporte dos alunos. Dos oito carros avaliados, sete apresentaram problemas, desrespeitando as normas básicas de segurança. Ao que se sabe, os ônibus não possuíam cintos de segurança e eram velhos demais para o serviço prestado.

Com a desistência da Pérola Turismo, a Prefeitura convocou as três operadores do transporte urbano - ECCB, TUA e Kuba - para realizarem o serviço até a conclusão de nova licitação. Apenas a ECCB, em razão da crise pela qual passa, recusou o convite.

Maio é o primeiro mês que a Prefeitura paga pelos serviços de outras empresas, após longo período de contratação "exclusiva" com a Pérola Turismo e Bariri Tur, outra empresa de Previdello que vinha operando no transporte de trabalhadores municipais. Até março, os gastos com o serviço de transporte de alunos era de R$ 165 mil, mas informações extra-oficiais dão conta de que a administração teria pago este mês algo em torno de R$ 115 mil, ou seja, quase 30% a menos. Se o número for confirmado, significa que o município poderia ter economizado R$ 50 mil por mês com o serviço.

Pelo que se sabe, a Kuba e a TUA realizaram o mesmo trajeto e com as mesmas linhas - 30 ao todo - antes operadas pela Pérola Turismo. Como as características do serviço foram mantidas, já corre nos bastidores da Prefeitura a suposição de que pode ter ocorrido superfaturamento na quilometragem. Suspeita-se também que, anteriormente, o serviço atendia pessoas

"de fora", ou seja, que não eram alunos. Sobre o assunto, a Prefeitura deverá se manifestar oficialmente na tarde de hoje, quando, possivelmente, anunciará providências em relação ao caso.

Vale retomar que os contratos entre a Prefeitura e as empresas de Adhemar Previdello já estão sob investigação na Câmara Municipal. Relatório encomendado ao Sindicato dos Engenheiros e apresentado esta semana à Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura o caso aponta uma série de irregularidades. Entre as falhas reveladas estão reajustes que desrespeitaram regras contratuais e dispensa irregular de licitação.