18 de março de 2026
Geral

Requalificação

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 5 min

Comissão discute cursos de requalificação de 99

Comissão discute cursos de requalificação de 99

Texto: Márcia Buzalaf

Vários assuntos de interesse local foram discutidos na tarde de quarta-feira pela Comissão Municipal de Emprego, em reunião que contou inclusive com a presença do ex-presidente da entidade, Domingos Malandrino, e da atual diretoria, presidida por Wagner Grassi Gomide, também presidente do Sindicato do Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindpd). Entre os pontos abordados, estão o resultado do cadastramento dos desempregados realizados em outubro do ano passado, a falta de dados sobre o desemprego na cidade, a não-colaboração de alguns sindicatos para estas informações e a proposta de regionalizar os projetos feitos com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) feitos atualmente no âmbito estadual.

O primeiro assunto, o cadastramento dos trabalhadores desempregados, foi resolvido na manhã seguinte à reunião, quando as informações passaram da Universidade Estadual Paulista (Unesp) para o Sindpd.

Para os cursos de requalificação profissional, em 98, foram liberados R$ 82 milhões para o Estado de São Paulo, mas foram usados parte desta quantia, R$ 52 milhões. Em decorrência desta falta de demanda, este ano, foi liberado quase a metade desta quantia, R$ 29,6 milhões.

Desta quantia, apenas 5% era destinado para novos projetos, e o restante ficava para os cursos que cumpriram a meta, os chamados

"parceiros". Hoje em dia, a liberação para novos projetos é de 15% do total liberado anualmente para o Estado.

Independentemente desta quantia, o Codefat separou R$ 34 milhões para serem destinados aos estados que cumprirem as metas determinadas até setembro. Para São Paulo, pode ser liberado entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões a mais. "O problema é que ninguém consegue cumprir as metas até setembro", explica Gomide.

O grande problema desta liberação de verbas na opinião de Gomide é que os projetos que detém 85% dos recursos liberados, geralmente, são destinados para as centrais sindicais, que, na opinião dele, têm mais "força" política para aprovar projetos.

Os recursos, depois de liberados no Estado, são distribuídos para os sindicatos locais, que nem sempre têm público para o determinado projeto ou simplesmente ignora a verba, devolvendo-a ao FAT. No ano passado, Gomide diz, foi liberado recuso para um curso de calderaria. "Quem vai fazer isso em Bauru?", questiona.

Gomide diz que este é um dos motivos da queda anual de recursos do FAT - "uma mina de ouro", na opinião dele. "Quando a central aprova um projeto, ela manda para os sindicatos. A maioria não sabe como organizar os cursos e acaba devolvendo o dinheiro", diz.

Este ano, em Bauru, apenas o Sindpd e o Sindicato da Construção e Mobiliário apresentaram projetos novos. Existe também a continuidade do projeto educacional chamado Integrar, do Sindicato dos Metalúrgicos.

No ano passado, foram atendidos 15.500 alunos no Estado todo. Este ano, a previsão é de atender 8.750 interessados, aproximadamente 50%. Em Bauru, foram treinadas 1.300 trabalhadores em 98, e a previsão para este ano é de atender cerca de 700 vagas.

O recurso deve ser liberado em junho e os cursos iniciados no mês seguinte. Outro problema enfrentado é a falta de local para os cursos. A área usada pela comissão de emprego era cedida pelo Centro Municipal de Formação Profissional. Segundo Gomide, atualmente, não há

"vontade" de ceder o espaço.

A discussão da regionalização dos projetos será o tema principal de uma reunião a ser realizada no dia 25 de junho, com participantes da 7.ª região administrativa de Bauru, que conta com 22 comissões municipais de emprego.

Sindicatos e entidades não colaboram nos dados de desemprego

Na opinião de Gomide, a falta de dados sobre o desemprego em Bauru tem uma base: a despreocupação dos sindicatos em enviar à comissão um relatório preenchido por quem fizer rescisão de contrato, que seria a base dos dados sobre desemprego em Bauru.

Wagner Grassi Gomide, presidente da Comissão Municipal de Emprego e do Sindicato do Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindpd), diz que o Cepet e o Posto de Atendimento ao Trabalhador

(PAT), da Secretaria de Estado das Relações de Trabalho agem individualmente, o que prejudica para o levantamento dos dados sobre o desemprego.

A comissão enviou, também, formulários aos sindicatos para que sejam preenchidos pelo trabalhador que tenha o contrato rescindido. Se os dados retornarem à comissão, aí, sim, poderíamos saber os dados numéricos sobre o desemprego na em Bauru. (MB)

Banco do Povo: projeto à disposição

é da comissão

O projeto do Banco do Povo, voltado para o financiamento de recursos para pessoa física e cooperativas, está pronto na Comissão Municipal de Empregos. Depois de uma certa discussão entre as secretarias municipais de quem seria o fundador do banco, Wagner Grassi Gomide afirma que, segundo o próprio estatuto do projeto, o único que pode instalar o Banco do Povo é o prefeito Nilson Costa (PL). "Mesmo muito político e entidade querendo ser o `pai da criança', o único que pode instalar o banco é o prefeito", diz.

O Banco do Povo já foi instalado em duas cidades da região, Lins, Lençóis Paulista e Pederneiras, e consiste em uma liberação de verbas desburocratizada e em pequena quantidade.

Para pessoa física, por exemplo, a liberação de verbas é entre R$ 500 e R$ 5 mil. Para cooperativas, a quantia aumenta, e fica entre R$ 5 mil e R$ 25 mil.

A instalação do banco, na opinião de Gomide, depende de vontade política, já que é mantido com recursos do Estado.

Por este motivo, a comissão marcou para o dia 1.º de junho, às 14h30, uma reunião com o prefeito para discutir a instalação do banco e apresentar o projeto de 45 páginas. (MB)