Funcionários daAHB decidem na segunda se esperam financiamento
Funcionários da AHB decidem na segunda se esperam financiamento
Texto: Márcia Buzalaf
Os 1.200 funcionários dos três hospitais administrados pela Associação Hospitalar de Bauru (AHB) - Hospital de Base, a Maternidade Santa Isabel e o Hospital Manoel de Abreu
- devem decidir na próxima segunda-feira se esperam ou não a liberação de recursos para o financiamento do Banespa para o pagamento da última parcela do 13.º salário relativo ao ano de 98. Se não aceitarem as condições impostas pelo banco e pela associação hospitalar, os funcionários devem entrar em greve.
O empréstimo seria feito dentro dos mesmos moldes do financiamento para os servidores municipais em dezembro do ano passado, ou seja, diretamente com os trabalhadores. Neste caso, há a garantia de pagamento por parte da associação, já que os recursos que chegam à manutenção dos hospitais passa pelo Banespa. A AHB deve parcelar em quatro vezes a quantia total de quase 50% do 13.º dos funcionários, que soma R$ 200 mil.
A liberação dos recursos, de acordo com o assessor jurÃdico do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru, José Marques, 48 anos, a presidência da AHB havia feito a promessa na
última quarta-feira de que os recursos seriam liberados imediatamente após o aceite do banco.
O Banespa afirmou que só pode liberar o dinheiro no dia do pagamento dos salários, dia 8 de junho. Para Marques, os funcionários podem não aceitar o financiamento por esta causa e por toda a espera.
A quantia significa aproximadamente 50% do total do 13.º salário dos funcionários, já que representa dois quartos do valor devido em dezembro. O pagamento deveria ter sido efetuado em 19 de março.
O gerente geral da agência central do Banespa, Marcos Tadeu Rosner, 46 anos, disse que de fato não há nenhum problema por parte do banco em liberar a quantia demandada. Isso porque as garantias são reais.
A assembléia com os funcionários será feita
às 7 horas na frente do Hospital de Base. De acordo com Marques, se os funcionários optarem por não aceitar o empréstimo, devem entrar em greve no mesmo momento.