08 de julho de 2026
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Redação
| Tempo de leitura: 16 min

Pederneiras completa 108 anos hoje

Pederneiras completa 108 anos hoje

Pederneiras - "Pedra-de-fogo, água cristalina..." Essas duas expressões, primeiros versos do hino de Pederneiras, remetem à história da cidade, que completa 108 anos neste sábado. Pederneiras é o outro nome atribuído

àquelas pedras que, friccionadas umas contra as outras, soltam faíscas. E o rio Tietê, lembrado através da água cristalina, foi a via encontrada pelos sertanistas para ter acesso ao interior. Seguindo o curso do rio, os bandeirantes iniciaram o povoamento de várias regiões, iniciando a história de diversas cidades - dentre as quais se inclui Pederneiras.

Cento e oito anos depois, a cidade, agora com cerca de 35 mil habitantes, continua apostando no Tietê, como fonte de desenvolvimento. A cidade tem um dos primeiros e mais estruturados portos da hidrovia Tietê-Paraná, e investe nele, na expectativa de que se torne o grande propulsor do desenvolvimento da cidade. Se ainda faltam indústrias e o comércio também não

é desenvolvido, a cidade oferece, por outro lado, diversas vantagens já não encontradas nas cidades de maior porte: os índices de criminalidade, embora crescentes, não se comparam aos das cidades maiores, o déficit habitacional é reduzido, a cidade dispõe de dois hospitais e de um sistema educacional satisfatório. A Prefeitura tem aproximadamente 580 funcionários e arrecada, anualmente, cerca de R$ 12 milhões.

O atual prefeito de Pederneiras, Rubens Emil Cury (PSDB), recebeu o Jornal da Cidade para uma entrevista durante a qual avaliou sua administração e a atual situação da cidade. Confira.

JC- Faça uma avaliação genérica da situação em que Pederneiras se encontra, atualmente. Dividindo por temas, já que o senhor é médico, vamos começar pela saúde...

Cury - Pederneiras completa 108 anos num momento importante da vida da cidade, pois alguns setores da cidade já estão consolidados, em termos de estrutura, ao nível de uma cidade de porte médio. Na área de saúde, Pederneiras dispõe de unidades de saúde, dotadas de auxiliares de enfermagem, clínicos-gerais, pediatras e ginecologistas, em todos os bairros periféricos. As farmácias populares oferecem medicamentos para a população, atendendo suas necessidades básicas. A parceria entre a Prefeitura e a Santa Casa existe e já permitiu várias melhorias, como a reforma nas dependências do hospital e a construção de uma nova maternidade e de uma nova Unidade de Terapia Intensiva

(UTI). Ainda no início da administração atual, foi criado também o Pronto-Socorro odontológico, que funciona junto com o Pronto-Socorro médico e atende durante os horários em que as Unidades de Saúde

(onde há dentistas, também) estão fechadas. Ainda na área da saúde, o programa de Médicos de Família está produzindo resultados excelentes. Todos os dias, quatro residências são visitadas pelos médicos participantes do projeto.

JC - E na área educacional?

Cury - Na área da Educação, houve mudanças no currículo das escolas municipais, incluindo orientações sobre drogas, gravidez precoce e noções de cidadania em geral. Foram abertas 15 salas de aula para a pré-escola, as merendas se tornaram mais nutritivas e são produzidas por uma cozinha-piloto que oferece, diariamente, 10 mil refeições. Ampliamos escolas, com três novas salas de aula no bairro Cidade Nova e construímos uma escola com 400 metros quadrados no Núcleo Maria Elena Bertolini. A municipalização gerou bons resultados. Há também, em Pederneiras, uma cooperativa educacional que oferece desde a 1.ª série até o 3.º colegial e se mostra consolidada. Sua evolução se demostra, inclusive, através da recente inauguração de novas dependências. No outro extremo, através de uma empresa de informática, deve começar a ser construída na cidade uma faculdade que vai oferecer os cursos de Análise de Sistemas, Ciências da Computação e Administração de Empresas. O diferencial desta faculdade é que aos alunos que se destarem serão oferecidos empregos na própria empresa. De modo geral, a educação está muito bem estruturada, e só não freqüenta a escola quem não quiser, pois há vagas para todos.

JC - E quanto ao atendimento na área social?

Cury - Numa região como a nossa, em que o corte de cana emprega a maioria das pessoas, há dois problemas graves: o período da entressafra, em que muitos ficam desempregados e, mesmo durante a safra, a crise enfrentada pelo setor da produção de açúcar e álcool. O serviço social, atualmente, deve ser oferecido em duas vertentes: a nível de socorro imediato, para evitar a fome, são fornecidos 1,2 mil litros de leite por dia, além de cestas básicas para famílias de desempregados. Na vertente de formação a médio prazo, existem as oficinas, em que jovens aprendem informática, marcenaria, corte e costura, serigrafia, estamparia e produção de bolas. Outros projetos são o Programa de Renda Mínima, que começa atendendo algumas famílias, e o Programa de Alfabetização de Adultos, que atende 240 pessoas em toda a cidade. E o Banco do Povo é um projeto prestes a ser implementado.

JC - E no âmbito dos esportes?

Cury - O esporte estava totalmente abandonado, quando assumimos a Prefeitura. Nem departamento de esportes havia, em funcionamento. Nós reformamos o Estádio Municipal, criamos o campeonato varzeano de futebol (entre todas as vilas), campeonatos de futebol de salão e escolinhas de futebol, basquete, vôlei e natação. A cidade tem enviado comitivas cada vez maiores aos Jogos Regionais. Foram construídos diversos campos de futebol, e também criamos um projeto, chamado Bola e Viola, que une o futebol a shows sertanejos.

JC - Na área da habitação? Cury

- Em dois anos, já foram entregues 720 moradias. Ainda durante este mês, vai ser iniciada a construção do primeiro núcleo habitacional em um distrito: serão 116 casas em Vanglória. Outras 205 vão ser iniciadas num bairro da zona leste da cidade. Ao final desta gestão, devem ser entregues, ao todo, 1,4 mi moradias - o que, se não vai encerrar o déficit habitacional, ao menos vai reduzi-lo em 80%.

JC - Na área da cultura?

Cury - Há escolas musicais em que jovens aprendem flauta e outros instrumentos, para tocar na banda municipal. Também há peças teatrais trazidas para se apresentar na cidade, e outras, sendo produzidas por grupos do próprio município.

JC - Há muito tempo se anuncia que o porto da hidrovia, em Pederneiras, seria o grande propulsor do desenvolvimento na cidade. Mas até hoje essa evolução não se concretizou. Por quê? Ainda se deve apostar no porto, como forma de fazer a cidade crescer?

Cury - A hidrovia continua sendo a vocação de Pederneiras que, em 10 anos, deve dispor do principal porto em toda sua extensão. Eis os problemas que dificultaram o projeto de expansão através da hidrovia: o primeiro deles foi a falta de investimentos, durante a gestão passada. O porto ficou parado, e não havia o terceiro trilho, agora existente e que permitiu a integração plena entre todos os tipos de transporte, ainda não disponível até então. Agora nós temos a bitola estreita e a larga, e a ligação com o entroncamento ferroviário de Bauru. Outro problema é que, ainda hoje em dia, há empresários que não acreditam no transporte através do rio, não se conscientizaram de suas vantagens e, então, ainda não querem utilizá-lo. Outro problema era de acesso ao porto: ninguém vai à beira do rio enquanto existe o perigo de, durante uma chuva, o veículo ficar atolado e não se poder voltar à cidade. Por isso, tinha de ser asfaltado o acesso ao porto, e isso nós conseguimos, através do governo do Estado. Hoje, portanto, esse problema também está superado: até agosto, toda a extensão da via que conduz ao porto vai estar asfaltada. Ainda existe o problema da crise econômica: diante de tantos abalos na economia mundial, os investimentos foram suspensos, não só em Pederneiras, mas a nível mundial. Mas, em comparação com outras cidades, o porto de Pederneiras é o mais adiantado.

JC - Jaú também dispõe de um projeto para construir um porto. Não teria melhores condições para atrair empresas, por ser uma cidade maior?

Cury - O projeto de Jaú ainda está apenas no papel, e há enormes dificuldades em concretizá-lo. E depois, daqui a vinte anos, os dois lados do rio devem estar repletos de empresas. Por isso, acho que o porto de Jaú, quando funcionar, não vai interferir no de Pederneiras. Cada um caminha de acordo com sua capacidade. O calado (profundidade da margem do rio, que determina a possibilidade ou não de grandes embarcações atracarem), em nossa margem,

é maior, e nós temos uma infra-estrutura básica já preparada. Por isso, posso dizer aos pessimistas da hidrovia que é esperar pra ver...

JC - O senhor procura atrair empresas para a cidade, mas atualmente só as empresas competitivas sobrevivem, e para isso é necessário dispor de profissionais especializados. A maioria dos trabalhadores de Pederneiras, porém, atuam em funções básicas e não dispõem de especialização suficiente para executar alguns tipos de funções. Como evitar, pois, o desemprego?

Cury - É difícil preparar a mão-de-obra sem ter a certeza sobre quais empresas vão se instalar na cidade. É preciso esperar. Atualmente, a cidade dispõe de pessoas especializadas em induzidos e metalurgia. A expectativa

é de que venham empresas atuantes no segmento agroindustrial, e para atuar em alguns setores desse segmento não é necessária muita especialização.

JC - Mas, diante das dificuldades enfrentadas por aqueles que trabalham no corte-de-cana, existe algum projeto para oferecer a eles alguma especialização, já que o emprego nessa área tende a se tornar mais escasso?

Cury - Talvez a cidade se torne um pólo de cultivo de soja. Se isso acontecer, deve acarretar a mudança de parte da agricultura na região, e quem não tem especialização não ficaria tão dependente da cana-de-açúcar. Mas é apenas uma hipótese, que ainda depende de muitos fatores.

JC - O senhor mencionou a situação da saúde e, durante a gestão anterior, o Pronto-Socorro chegou a fechar, por algum tempo. Como está, atualmente, a situação financeira da Santa Casa e do Pronto-Socorro?

Cury - Dificuldades econômicas sempre vão existir, porque 90% dos pacientes são dependentes do Sistema

Único de Saúde (SUS) e o governo repassa valores muito baixos por esses atendimentos. Mas não foram os problemas econômicos que fizeram com que o prefeito anterior fechasse o Pronto-Socorro, mas sim a falta de sensibilidade com a população

- que, em sua maioria, depende do atendimento gratuito. Hoje, a Prefeitura subsidia a Santa Casa e o Pronto-Socorro, para mantê-los com um nível de atendimento satisfatório. E, enquanto eu for o prefeito, o Pronto-Socorro jamais vai fechar novamente. A Santa Casa tem dificuldades, mas pode melhorar sua situação. Há expectativa de que seja implementado um novo plano de saúde, em conjunto com a Unimed, porém mais barato que os planos já existentes da Unimed, que permitiria à Santa Casa ter acesso a uma receita extra. Meu objetivo é fazer com que essa instituição dependa cada vez menos das verbas da prefeitura, para que não fique à mercê da vontade política dos próximos prefeitos.

JC - Os índices de criminalidade têm crescido, nos últimos meses, com a ocorrência de assaltos e prisão de traficantes - o que demonstra que as drogas também estão se proliferando. Como prefeito, o senhor tomou alguma providência?

Cury - Segundo o comandante da Polícia Militar, são problemas esporádicos mas, ultimamente, registrou-se um número maior de casos, realmente. Nós já conseguimos quatro viaturas para patrulhar Pederneiras, e solicitamos outras duas. Introduzimos a Polícia Feminina - três policiais já estão atuando em escolas. Também deslocamos um soldado para atuar fixamente em Santelmo e outro deve ser instalado em Vanglória. Conforme aumenta o desemprego, também a criminalidade evolui. Mas eu espero que, com o início da safra (de cana-de-açúcar), esses problemas se reduzam.

JC - Os prejuízos causados pelas chuvas (no final do ano passado) exigiram investimentos da Prefeitura. A aplicação dessas verbas afetou o orçamento da Prefeitura?

Cury - A Prefeitura não recebeu verbas dos governos federal nem estadual para recuperar a cidade. Ainda assim, foram construídas quatro novas pontes, recapeados 40 mil metros de asfalto, recuperadas muitas estradas municipais e refeitas galerias, tudo sem que o município ficasse devendo aos fornecedores. A cidade ainda não está totalmente recuperada, mas é transitável, com poucos buracos. O dinheiro aplicado foi retirado de outras obras que tiveram sua execução adiada, mas serão realizadas quando possível.

JC - Estão sendo executadas obras para evitar novos problemas com as chuvas?

Cury - Há um problema sério que é a falta de galerias na região entre o Núcleo Michel Neme e o Jardim América (próximo do Terminal Rodoviário), mas existe um estudo orientando sobre a melhor forma de solucioná-lo. Nós já temos os tubos

e resta agora definir qual a melhor época para iniciar as obras.

JC - Qual é o cenário político para as próximas eleições municipais?

Cury - Nós integramos um grupo político forte na cidade, que dispõe do apoio de muita gente, e estou certo de que o candidato que vier a representar essas forças será eleito.

JC - O senhor pensa em reeleição?

Cury - Eu não costumo definir nem sequer meu futuro mais imediato, o que vou fazer amanhã. Pode ser...

Aeroporto, faculdade e nova indústria são as novidades

Entre inaugurações de obras, eventos comemorativos e festas, três novidades foram anunciadas pelo prefeito, por ocasião do aniversário da cidade: uma Faculdade está sendo criada em Pederneiras, a construção de um aeroporto está sendo finalizada e a fábrica de baterias Ajax está prestes a criar uma fábrica na cidade.

A Faculdade vai ser administrada pela empresa G&P, que produz softwares e se instalou há mais de um ano na cidade. Três cursos devem ser oferecidos: administração de empresas, ciências da computação e análise de sistemas. Em São Paulo, a empresa já dispõe de uma Faculdade, onde arregimenta os melhores alunos para atuar na empresa. Os currículos dos cursos oferecidos são adaptados às necessidades da empresa. Quando se instalou em Pederneiras, surgiram rumores de que a G&P iria propor a uma faculdade já instalada em Bauru que estabelecesse uma parceria com a empresa, adequando o currículo de alguns cursos. Ao invés disso, foi adquirido um terreno (desapropriado pela Prefeitura e doado à G&P), as obras devem ter início ainda neste semestre e, segundo o prefeito, a Faculdade planeja realizar os primeiros exames vestibulares válidos já para o primeiro semestre do ano 2.000. Embora a área da faculdade se localize dentro dos limites pederneirenses, ela

é situada próximo a Bauru, nas imediações do hospital da Unimed.

Cury afirmou também que o proprietário da empresa de baterias Ajax está prestes a instalar uma fábrica em Pederneiras. Atualmente, estaria sendo definida uma área para o empreendimento, e não há previsão para para que a produção tenha início.

Outra novidade é a construção de um aeroporto em Pederneiras. Segundo o prefeito, um grupo composto por "dez ou quinze" empresários se uniu para realizar a obra, sem qualquer custo para o município - que apoiou a iniciativa, conforme Cury, apenas realizando uma intermediação entre o grupo e as empresas envolvidas na obra. O aeroporto, de pequeno porte e sem data para ser inaugurado, já foi aprovado pelos órgãos governamentais competentes e o terreno está sendo submetido a uma terraplanagem. Em seguida, a pista será asfaltada e os hangares serão construídos. Embora resultante da iniciativa de um grupo privado, o aeroporto será municipal, aberto à utilização de todos que obtiverem autorização, e apenas os hangares serão de uso particular dos empresários.

Feira

Para comemorar o aniversário, está sendo realizada mais uma edição da Feira das Nações. O evento é realizado no recinto de exposições José Augusto de Carvalho Neto, onde há uma série de boxes, cada qual atendido por uma entidade beneficente do município, que oferece comidas típicas de um país ou das regiões brasileiras. Além de um parque de diversões e das demais atrações, estão previstos diversos shows, até a noite de domingo. Confira a programação:

22/5 - Sábado

14h45 - Raízes do Pagode

15h15 - Venâncio Show

16h00 - Banda Zoom

17h00 - Banda Espinafre

18h00 - Banda Morbad

18h45 - Banda Factor

20h30 - Grupo Nós

23h00 - César e Paulinho

23/5 - Domingo

12h30 - Alcatraz

14h00 - Magia do Samba

15h00 - Banda Arcanjo

16h00 - Banda Mais-Mais

17h00 - Banda New Wave

18h00 - Coral Municipal Juvenil e Flauta

18h30 - Marcos e Wesley

19h15 - Felício Show

21h30 - Toke Divinal

Desertores iniciaram a povoação de Pederneiras

O município de Pederneiras foi ocupado por índios até o início do século XIX. Na época, a revolução de São Paulo e Minas Gerais, entre 1841 e 1842, fez com que inúmeros habitantes desses dois Estados se embrenhassem pelos sertões, para fugir do recrutamento. Os retirantes seguiram o curso do rio Tietê, chamado de "rio das entradas" por ser uma via de acesso

às selvas bandeirantes.

Em 1848, os sertanistas Manoel dos Santos Simões e seus filhos Manuel Leonel dos Santos e João Leonel dos Santos compraram e fizeram o registro da posse de terras na sede paroquial de Botucatu, denominando-os "Fazenda Pederneiras", devido

à grande quantidade de pedras-de-fogo encontrada no local. Nessa época, pessoas que chegassem às terras inexploradas poderiam conseguir seu registro de posse através do pagamento de dois mil réis à Paróquia de Botucatu,

à qual pertencia essa região.

Em 24 de abril de 1865, através da Lei 90, a Fazenda e o povoado de Pederneiras desliga-se de Botucatu, passando a pertencer ao município de Lençóis. Pelo decreto estadual de número 174, de 22 de maio de 1891, foi criado o município de São Sebastião da Alegria. Em virtude do decreto estadual número 316, de 25 de maio de 1895, a denominação do município voltou ao nome primitivo - Pederneiras - que ainda mantém.

O município foi criado com grande extensão territorial, compreendida entre os municípios de Reginópolis, Iacanga, Arealva e Boracéia. Na época, era considerado o de maior extensão territorial do Estado.

A estrada de ferro chegou a Pederneiras em 1904 pela Companhia Paulista. A iluminação era precária, feita com lampiões a querosene, distribuídos um em cada esquina, que eram acesos entre 18 e 21 horas, diariamente. A correspondência tinha de ser buscada semanalmente, em Jaú. O abastecimento de água era feito por bomba de recalque no Córrego do Monjolo.

Com a estrada de ferro, surgiu o primeiro loteamento, ao lado direito do Ribeirão Pederneiras, até a estrada de ferro. Com o desenvolvimento da cidade, por causa da estrada de ferro, foi construído um prédio provisório para o funcionamento da Santa Casa Municipal, que teve seu lugar definitivo em 1930.

Nessa época, a economia era baseada na fabricação de tijolos, telhas e ladrilhos, em olarias nas fazendas Barreiros, Patos e Macacos. Em 1904, depois de terminada a construção da ponte metálica da estrada de ferro sobre o Tietê, surgiu a primeira cerâmica de Alberto Borsetto, que produziu as primeiras telhas francesas, usando a ferrovia para transporte.

E, por fim, a telefonia chegou à cidade em 1903, pela companhia Rede Telefônica Bragantina, que interligava as cidades de Jaú, Barra Bonita, Bica de Pedra (Itapuí), Bocaina, Brotas, Dois Córregos, Mineiros do Tietê e Pederneiras.

De 1968 a 1972, houve a instalação da primeira indústria, no Distrito Industrial; foram construídas 50 pontes e centros comunitários; surgiu o serviço municipal de TV, o Fórum e as primeiras casas da Cohab. Em 1976, a Equipamentos Clarck se instala na cidade e, a partir daí, outras indústrias começam a transformar Pederneiras. Atualmente, o setor industrial desponta, devido às facilidades encontradas através do rio Tietê e da hidrovia.