11 de março de 2026
Geral

Cancro cítrico

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Começa a varredura contra o cancro

Começa a varredura contra o cancro

Texto: Márcia Buzalaf

Começou ontem a varredura para detectar e combater o cancro cítrico em 90% de todos os pomares do Estado de São Paulo. Foram contratados quatro mil trabalhadores rurais para inspecionarem as árvores de cancro na região, iniciando as atividades em 72 municípios que já têm histórico da doença.

A intensa fiscalização está sendo feita em uma parceria entre as Coordenadorias de Defesa Agropecuária

(CDAs) e o Fundo Paulista de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). Na região de Bauru, a CDA conta com 17 trabalhadores divididos em cinco equipes constantes na fiscalização do cancro cítrico.

Na região, os municípios de Reginópolis, Anhembi, Avaí, Avaré, Botucatu, Itirapina, Lins, Pirajuí e Ibitinga estão sendo inspecionadas nesta primeira etapa (vide quadro). Estas cidades tiveram até agora 20 focos detectados e erradicados. Como a doença pode voltar ao mesmo pomar, a fiscalização começa suas atividades nestas cidades.

De acordo com a assessoria de imprensa do Fundecitrus, a inspeção inclui a verificação de cada árvore dos pomares e, se detectado algum foco, a erradicação dele e a vistoria do pomar em 15 dias. Além disso, as equipes que fazem a varredura devem ficar na propriedade que tiver algum foco até que ele seja totalmente erradicado.

Na região de Bauru, atualmente, existem equipes da CDA vistoriando pomares de Iacanga, Arealva, Bauru e Ubirajara. Os próximos municípios, de acordo com o diretor da CDA de Bauru, Vladmir de Souza Nogueira Filho, 45 anos, são Piratininga e Cabrália Paulista.

Atualmente, Nogueira Filho afirma que não há nenhuma

árvore com cancro cítrico na região. Entretanto, há 20 dias, foi encontrado um foco em Iacanga e outro havia sido detectado em Ubirajara. De acordo com a CDA de Bauru, os dois focos estão controlados.

A região de São José do Rio Preto concentra aproximadamente 60% dos focos no Estado. Também é nesta região que foram encontrados focos este ano e em 98.

Para Nogueira Filho, esta varredura tem maior importância ainda para o setor de exportação. Para que o País se mantenha como o maior exportador de produtos cítricos, defende o diretor da CDA, deve erradicar completamente o cancro dos pomares.

A erradicação deve ser feita antes da época de colheita, que é intensificada em julho. Segundo o Fundecitrus,

é na hora de colher os cítricos que há maior uso comum entre materiais de colheita e o conseqÃente aumento na disseminação do cancro.

A Secretaria de Agricultura do Estado liberou, para esta varredura, R$ 17,5 milhões até o final deste ano. A previsão do Fundecitrus é que a varredura dure seis meses, em todas as regiões do Estado.