08 de julho de 2026
Geral

Turismo

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 3 min

Bauruenses voltam a viajar e mercado reage

Bauruenses voltam a viajar e mercado reage

Texto: Luciano Augusto

O mau tempo econômico que estava impedindo as pessoas de viajarem pelo Brasil e, mais ainda, para o exterior parece que está melhorando. Com a aproximação das férias de julho, as agências de turismo da cidade vêm registrando uma maior procura por viagens e o mercado, que sofria com a supervalorização do dólar, reagiu, principalmente neste mês de maio.

O céu ainda não é de brigadeiro, mas as nuvens mais pesadas estão se dissipando. De acordo com as agências, a maior procura do consumidor já está se materializando em compras efetivas. Os pacotes para o Nordeste e para os Estados Unidos são os mais procurados.

Paulo Eugênio Querino, 36 anos, proprietário da Asa Sul Viagens e Turismo, afirmou que o mercado começou a reagir e, automaticamente, os negócios vêm aumentando. Para ele, essa situação reflete a estabilidade no preço da moeda americana e pelas facilidades oferecidas pelas empresas aéreas.

Comparativamente, o movimento este ano é menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. Mas, para Querino,

"são realidades bem diferentes" e não

é possível estabelecer uma ligação que represente os dois momentos econômicos.

O preço dos pacotes e viagens, tanto nacionais quanto internacionais, segundo ele, sofreu reajustes. Entretanto, ele alega que "as agências trabalham como intermediárias das grandes agências", e, por isso, não são responsáveis diretas pelos reajustes.

Quem também acusou uma "encorpada" em relação

à procura por viagens, pressionada pela proximidade das férias, foi a atendente da Agência Alesssandra & Porto Transportes e Turismo, Martha Aiello de Paiva Dias, 35 anos.

Além disso, ela diz que dentro das opções de lugares, tem havido bastante procura por roteiros na América do Sul, principalmente para Bariloche, no Chile.

Em relação aos roteiros nacionais, todas as agências foram unânimes em apontar o nordeste brasileiro como o "top", o mais procurado por aqueles que pretendem conhecer o País.

"Subiu bastante, está quase normalizando". Desta maneira, a proprietária da Stella Barros Agência de Turismo, Rita de Cássia Nemes Jordão, de 34 anos, se referiu à este novo momento para as agências de turismo. Como a sua agência trabalha com câmbio próprio de R$ 1,60, o número de negócios fechados para o exterior é bastante grande. Nem por isso, os pacotes nacionais deixaram de ser procurados pelo consumidor.

Para ela, o reajuste dos preços nas viagens internacionais

é auto explicável pela própria alta do dólar. Já no mercado interno, o reajuste foi normal, como acontece em toda a temporada. "Temos que nos adequarmos à época de crise. Sempre temos que levar o que é melhor para o passageiro e por isso forçamos as operadoras a não reajustarem", complementa.

Já Hugo Pinheiro Machado Neto, 48 anos, proprietário da Fly Tour Viagens e Turismo, sentiu que houve aumento na procura pelos pacotes de viagens, mais que ainda não se reverteram em negócios concretos. Machado Neto acredita que esta sinalização positiva do mercado é essencialmente sazonal.

O setor, como disse, foi prejudicado por causa do dólar, nas viagens para o exterior, e pelo receio do desemprego, em nível nacional, que "acaba fazendo com que a pessoa adie as viagens".