08 de julho de 2026
Geral

Campanha salarial

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Untitled

Eletricitários rejeitam propostas da Cesp e CPFL

Texto: Luciano Augusto

Em assembléias realizadas ontem, na Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp) os trabalhadores rejeitaram a proposta sobre a negociação salarial da categoria, feita pelas empresas.

Na Cesp, onde participaram mais de 100 trabalhadores, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Campinas (Sinergia), Alcides Moisés de Souza, 49 anos, explicou que a empresa quer retirar "pontos" já acordados no acordo coletivo firmado com os trabalhadores.

Um destes pontos seria a retirada do pagamento da participação nos lucros e resultados (PLR), que pelo acordo firmado entre empresa e trabalhadores deve ser paga até o ano 2000. Outro ponto discordante foi relativo ao índice de correção dos salários. Os trabalhadores querem que os salários sejam reajustados pelo índice medido pela Dieese e não mais pelo índice de preços ao consumidor (IPC) da Fipe. Segundo o diretor sindical, os números da Fipe estão defasados e não representam ganhos reais. Além disso, os trabalhadores pedem também garantia de emprego, "que a empresa não está aceitando", e extensão do acordo coletivo até 2002. Hoje, as partes se encontram novamente, desta vez em São Paulo, para continuarem as negociações.

Mesmo assim, as paralisações estão mantidas. No dia 1.º de junho os trabalhadores da Cesp param as atividades por uma hora; no dia 10 de junho, está marcada uma paralisação de meio-dia; no dia 21 de junho os trabalhadores cruzam os braços durante todo o dia. Em 30 de junho, caso trabalhadores e empresas não cheguem a um consenso, está marcada paralisação por tempo indeterminado.

CPFL

Também na CPFL, o impasse continua. O diretor sindical do Sinergia, Adelson da Silva Monteiro, 41 anos, que estava presente na assembléia com os trabalhadores, afirmou que dos cerca de 70 ítens propostos pelos trabalhadores, a empresa quer a retirada de, pelo menos, 18 deles.

Já os trabalhadores da CPFL querem o cumprimento do pagamento da participação nos lucros e resultados (que deve ser rediscutida no dia 31 de junho), garantia de emprego, pagamento de horas extras e a redução dos turnos de trabalho.

De acordo com Monteiro, as paralisações também continuam na CPFL. No dia dois de junho, haverá paralisação de uma hora; já no dia 23 do mesmo mês, os trabalhadores paralisarão as atividades durante todo o dia e, finalmente, no dia 30 de junho, a paralisação será por tempo indeterminado.