08 de julho de 2026
Geral

Campanha salarial

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

mobiliários fecham acordo coletivo que mantém benefícios

Mobiliários fecham acordo coletivo que mantém benefícios

Texto: Márcia Buzalaf

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e do Mobiliário de Bauru e região fechou, na última sexta-feira, o acordo coletivo da categoria dos mobiliários. Foram mantidos todos os benefícios dos trabalhadores, o piso salarial aumentou em 3,5% e a categoria conseguiu um reajuste salarial neste mesmo índice.

De acordo com o presidente do sindicato, Cláudio da Silva Gomes, 37 anos, ao todo são aproximadamente 1.400 funcionários de indústrias de móveis de Bauru e região, concentrando-se principalmente nas cidades de Cabrália Paulista, Duartina e Pederneiras.

Na negociação, além do reajuste de 3,5% relativo ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), os diferentes pisos salariais conseguiram reajustes. O piso geral da categoria passou de R$ 293,50 para R$ 303,60.

Todos os benefícios dos trabalhadores foram mantidos. De acordo com Gomes, estas cláusulas vêm sendo mantidas no acordo coletivo há quatro anos.

Construção

A indústria da construção civil, de acordo com Gomes, parece não estar tão disposta a negociações como o setor mobiliário. O Sindicato das Indústrias da Construção Civil (SindusCon) cancelou a última reunião marcada com o representante dos trabalhadores no

último dia 13. "Eles estão se negando a cumprir a função de negociar", alega.

Para Gomes, os patronais da indústria da construção estão se beneficiando da atual conjuntura econÃmica e legal. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) vem constantemente alegando que não houve negociação em casos que vão para dissídio coletivo. "Eles alegam que não se pode julgar dissídio que não foi objeto de negociação", completa ele.

A saída encontrada por Gomes foi tentar um negociação direta com as empresas. A ação do sindicato neste caso, segundo ele, ganha mais pressão na negociação.

"Fica mais fácil convencer os funcionários de uma empresa apenas a se mobilizarem do que uma categoria toda", alega Gomes.

O sindicato dos trabalhadores quer que o piso para as categorias consideradas não-qualificadas passe de R$ 330 para R$ 340

(aumento de cerca de 3,3%) e o piso dos trabalhadores qualificados suba de R$ 400,4 para R$ 420,2 (reajuste de 4,9%). Estes reajustes já foram fechados com o sindicato da capital e nos acordos feitos localmente pelos sindicatos.