08 de julho de 2026
Geral

Consumidor lesado

Redação
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Emei lavra B.O. contra serralheiro

Emei lavra boletim de ocorrência contra serralheiro

A diretora da Escola de Educação Infantil (Emei) Rosângela Vieira Martins de Carvalho, Joana Lúcia Dias, lavrou boletim de ocorrência contra o serralheiro José Aparecido da Silva Junior, porque ele teria se apropriado de um bem público ao levar para seu estabelecimento comercial algumas janelas entregues pela sua empresa, com defeito, que necessitavam de reforma, sem cumprir o prazo de entrega.

O conflito teve início em novembro do ano passado, quando um grupo de pais de 200 crianças conseguiu concluir a construção de duas salas (uma que serviria para aulas e outra para a biblioteca), após terem juntado dinheiro durante, aproximadamente, nove meses.

A Prefeitura entrou com a mão-de-obra, mas não teve condições de arcar com a colocação de duas portas e 10 janelas, o que também ficou a cargo dos pais. Após um levantamento de preços, foi contratado o serviço de Silva Junior, que foi concluído em dezembro, no último dia de aula.

O valor de R$ 1.800,00 foi pago como combinado, embora tenha ficado faltando uma fechadura, que o serralheiro combinou de colocar no período da tarde daquele mesmo dia.

Quando a diretora retornou das férias, em fevereiro, percebeu que a fechadura não havia sido colocada e que as janelas estavam retorcidas, não abrindo nem fechando. Joana deu início a uma série de negociações, respondidas com descaso por Dias Junior.

A diretora procurou, então, o Procon e a Receita Federal, porque o serralheiro não emitiu a nota fiscal a que havia se comprometido. "Os meios legais de Bauru são muito fracos. No Procon, uma das funcionárias disse que a culpada era eu, por não ter me informado sobre o serviço. Eu peguei a referência que ele me deu e todo mundo falou bem, mas era esquema armado", protestou. Sob pressão dos pais, aceitou refazer o serviço, que seria retomado aos poucos. Três janelas foram reformadas no período de um mês e outras três foram pegas, sob compromisso de entrega após duas semanas, no dia 18 de maio.

Na ocasião, a diretora estabeleceu contato com o serralheiro novamente, já que o prazo venceria no dia seguinte e ele não deu satisfações. A resposta foi negativa.

"Ele falou que não ia entregar, o que só faria em agosto".

A diretora desanimou: "Eu desisto. O cidadão comum tem de se virar mesmo. O boletim de ocorrência vai garantir um processo na Justiça comum, o que vai demorar, isso se houver uma justiça, o que eu não acredito muito. Agora, vamos arrumar outra serralheria e terminar com os recursos que a gente tem, porque as crianças não podem ser mais prejudicadas. A idéia é inaugurar as salas em agosto", finalizou.

Silva Junior alegou à reportagem do JC que as falhas foram cometidas por um funcionário da serralheria que o teria prejudicado em outros quatro ou cinco serviços. Segundo ele, o prazo máximo para arrumar as janelas era 20 de maio, mas não teria tido tempo de fazê-lo. Silva Junior afirmou que não tem a possibilidade de controlar o trabalho de seus funcionários.

O serralheiro garantiu que as três janelas serão entregues ainda nesta semana e as outras quatro, arrumadas até o final do mês. "Eu vou acabar o dela rapidinho agora.

É que eu estava com vários problemas. Eu expliquei para ela, meu pai conversou com ela, o serralheiro conversou. Eu sei que a culpa não é dela, mas ela tem de ter paciência, porque eu não estou fugindo da raia. Eu estou fazendo tudo de novo".