08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

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Pequena polêmica

Ainda sobre a pequena polêmica que se instalou com a especulação de que o prefeito de Pederneiras, Rubens Cury (PSDB), seria um dos candidatos a prefeito de Bauru em 2000 com o apoio do grupo político do deputado Carlos Braga (PPB), uma pessoa próxima ao deputado afirmou: "é mais fácil o Carlos passar para o partido dele (Cury) do que o Rubens ser prefeito de Bauru"

Semente plantada

Sintomática a análise do assessor, não pela negativa da candidatura de Cury em Bauru que, realmente, não passa de brincadeira, mas pela ida de Carlos Braga para o PSDB. Já não é primeira vez que se fala no assunto. Trata-se de um fruta que tem um período de média a longa maturação.

Laranja madura

A hipótese tanto pode amadurecer no pé e dar um bom caldo político quanto cair e não se aproveitar nada. Tudo dependerá, basicamente, da sequência do diálogo aberto há pouco mais de uma semana entre Braga e o tucano Tuga Angerami, líder do partido na cidade e região.

Preparo espiritual

O vereador De Angelis Rino Biagio (PPB) comentou que, mesmo com toda a controvérsia que marcou a atual Legislatura para seu partido, que teve um vereador e o prefeito cassado, já se prepara, mentalmente para ser candidato à reeleição.

Voto izzista I

Rino Biagio não disse isso mas, provavelmente, conta com os votos dos izzistas, uma vez que sua postura pode não ter sido a mais popular por tudo o que aconteceu, mas foi coerente e fiel à trincheira em que foi eleito e onde se manteve até as vésperas da 2ª cassação.

Voto izzista II

Assim como Rino, é possível que outros vereadores e até mesmo gente sem mandato (caso de Pedro Valentim) busque se eleger com os votos e o trabalho de simpatizantes de Izzo Filho. Rino disse que sua intenção é permanecer no PPB e se candidatar pela sigla.

Bom negócio

Por falar em vereador, aspirar ao cargo continua sendo um grande investimento, na análise de um político experimentado. Pelos seus cálculos, em 48 meses de legislatura um vereador ganha cerca de R$ 200 mil em Bauru, levando-se em conta que seu rendimento líquido mensal seja de R$ 4 mi.

Aritmética do voto

Prosseguindo com sua aritmética, o defensor da tese calcula que para se eleger, um candidato popular não precisa gastar mais do que R$ 10 mil. Um cidadão medianamente popular dispenderia R$ 20 mil e um nome desconhecido investiria pelo menos R$ 50 mil.

Corrida do ouro

Mesmo neste último caso, o "lucro" seria de R$ 150 mil, de onde se pode encontrar parte da explicação, segundo o político, para o grande número de candidatos que surge em toda eleição. Claro que há muitos que se movem pela generosidade e pelo espírito público, porém, a tese não deixa de ser verdade para boa parte das candidaturas.

Região e o curso

O curso de preparação para os candidatos a vereador e interessados em assuntos públicos, organizado pelo PFL e pela FIB, obteve nada mais nada menos do que cerca de 150 inscrições. O organizador, Dudu Ranieri, ficou impressionado com a quantidade de inscritos da grande região central do Estado.