08 de julho de 2026
Geral

Associação moradores

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

Associação destitui líder por irregularidades

Associação destitui líder por irregularidade

Texto: Adriana Amorim

A Associação de Moradores do Jardim Araruna destituiu o presidente da entidade do cargo no mês passado depois de serem constatadas irregularidades cometidas durante a sua gestão. Segundo o conselho fiscal da Associação, Hélio dos Santos praticou improbilidade administrativa (desonestidade no exercício do cargo), apropriação indébita e deixou de prestar contas das atividades desenvolvidas.

Santos exercia o cargo há mais de um ano, juntamente com o restante da chapa eleita pelos moradores do bairro. As suspeitas com relação à sua conduta, no entanto, só surgiram este ano, quando membros da diretoria passaram a reclamar da falta de prestação de contas. Segundo o Conselho Fiscal, Santos pediu afastamento do cargo, ocasião em que a diretoria aproveitou para fazer uma sindicância nas contas da entidade. As investigações foram realizadas durante aproximadamente 30 dias.

Segundo apurou o Conselho, Santos alugava o centro comunitário do bairro, mas não repassava o dinheiro para a entidade. A locação era feita com base em uma agenda particular e cobrava cerca de R$ 40,00 dos interessados. Dívidas que haviam sido contraídas não estavam sendo quitadas. De acordo com o Conselho, os prejuízos comprovados por testemunhas chegaram a R$ 400,00, valor que será cobrado de forma parcelada do ex-presidente.

Membros do Conselho Fiscal dizem que o valor pode não parecer significativo, mas que para a Associação, que encontra dificuldades para conseguir verba de manutenção,

é uma cifra representativa. Em aproximadamente um mês de afastamento de Santos, a entidade já conseguiu pagar dívidas e juntar R$ 200,00 no caixa. Agora, o vice-presidente assumiu o posto e a diretoria da Associação continua a mesma.

Caso raro

O presidente da União das Associações de Moradores de Bauru, Misael dos Santos, afirma que irregularidades como as cometidas no Jardim Araruna acontecem raramente na cidade. Ele diz que o episódio prejudica a imagem das entidades que prestam serviços com lisura e dá dicas para as Associações evitarem circunstâncias semelhantes.

"É importante ser transparente e fazer tudo com recibo".

Para evitar suspeitas, o presidente da União defende ainda a cobrança de uma taxa simbólica pelo aluguel dos centros comunitários. "Deveria ser cobrado apenas para pagar as contas de água e luz", afirma.

O ex-presidente da Associação de Moradores, Hélio dos Santos, afirma que pediu demissão do cargo devido a problemas pessoais e nega as acusações feitas pelo Conselho Fiscal e confirmada pela União das Associações de Moradores. "Não é nada disso que aconteceu", afirma. "Me desliguei por problemas pessoais".