07 de julho de 2026
Geral

Processo

Josefa VCunha
| Tempo de leitura: 2 min

Cátia Carriço alega inocência e espera absolvição em processo

Cátia Carriço alega inocência e espera absolvição em processo

Texto: Josefa Cunha

A funcionária municipal Cátia Carriço, alvo de processo administrativo aberto esta semana pela Corregedoria-Geral da Prefeitura, negou participação na confecção do impresso O Bauruense - publicação semanal que apoio Antonio Izzo Filho durante a crise política. Em carta-resposta enviada ao JC, ela afirma ser inocente das acusações que responde e espera ser absolvida, vinculando desde já eventuais sanções à perseguição política.

A servidora, que atualmente é professora substituta em uma escola municipal, disse que todas as informações sabidas a respeito do impresso foram por ela prestadas à comissão de sindicância instalada logo após o retorno de Nilson Costa à Prefeitura. "Fiquei muito surpresa e perplexa de ver meu nome envolvido nisso tudo, porque a calúnia é uma coisa muito séria, que envolve

ética, profissionalismo e caráter. Essa história me cheira perseguição política, nada mais. Friso que não participei desse jornal e nem utilizei a máquina administrativa. Trata-se de uma acusação absurda", afirma.

Cátia Carriço alega, ainda, ter trabalhado como assessora de imprensa do governo Izzo Filho do dia 27 de janeiro a 4 de fevereiro, ou seja, apenas sete dias. Embora não veja nenhum problema em exercer a profissão de jornalista em outro veículo - no caso, para O Bauruense -, ela nega ter tido vínculos com o impresso e, principalmente, ter realizado trabalho extra nas dependências da Prefeitura.

Vale ressaltar que a sindicância sobre o caso concluiu que houve uso indevido de computadores da Prefeitura na confecção do impresso e que o nome de Cátia constava nos arquivos apreendidos. A servidora, quando ouvida pela comissão, negou conhecimento sobre a preparação do jornal nas dependências do Palácio das Cerejeiras, mas a Corregedoria-Geral entende que ela foi omissa por ocultar informações. O processo administrativo vai apurar agora as responsabilidades da funcionária, que pode ser absolvida, advertida e até demitida do cargo.

Cátia Carriço acha que qualquer conclusão que não seja sua absolvição representará perseguição política pelo fato de ela ter apoiado Izzo Filho. "Quero acreditar que a abertura desse processo seja apenas de praxe, na medida em que exista, é claro, ausência de vingança pessoal, motivada simplesmente porque divergi politicamente, no campo das idéias, com a atual administração. Espero que todo esse arsenal de ataques à minha pessoa não seja indicação de perseguição, de retaliação. Espero que o prefeito Nilson Costa veja com bons olhos a democracia, da mesma forma que o ex-prefeito Tidei de Lima, a quem fiz oposição durante mais de três anos e nunca tive problemas", considerou.