08 de julho de 2026
Geral

Fiscalização

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 3 min

Ipem volta a reprovar ítens da cesta básica

Ipem volta a reprovar ítens da cesta básica

Texto: Luciano Augusto

Cinco de dez produtos formadores da cesta básica, aferidos ontem pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), órgão ligado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, foram reprovados. Percentualmente o erro ficou dentro da média normalmente registrada pelo

órgão, que fica entre 40% e 50%. No final do mês de maio, o Ipem já havia reprovados ítens de primeira necessidade. Naquela ocasião, o percentual de erro foi de 80%.

Desta vez, os produtos que acusaram irregularidades nos lotes pesquisados foram: a farinha de trigo Dona Benta, de um quilo, acusou erro na média de menos 3,3 gramas, correspondendo a menos 0,33% do peso total; farinha de mandioca Siamar, de 500 gramas apresentou erro na média de menos 5,6 gramas, representando menos 1,12% do total; macarrão spaghetti Camparini de um quilo apresentou 10 erros individuais (o maior de menos 147 gramas) em 20 unidades analisadas, quando o permitido é de apenas um erro para este total de unidades; o queijo ralado Ipanema, pacote com 50 gramas, registrou erro médio de menos 0,9 gramas, representando menos 1,8%; o papel higiênico Gool, de 40 m x 10 cm, foi o mais problemático, apresentando 19 erros individuais em 20 unidades aferidas pelo Ipem, além de acusar erro médio de menos 3,32 metros (o maior de menos 4,97 metros), equivalente a menos 8,3%.

A marca de papel higiênico também apresentou erro na largura em 13 das 20 unidades. Este tipo de erro, segundo Luis Antonio Brizzi, 39 anos, superintendente técnico regional do Ipem, "é intolerável pelo órgão" e pode significar má fé por parte do fabricante. Conforme a explicação de Brizzi, o fabricante pode com isso, praticar uma concorrência desleal no mercado, porque pode vender o seu produto mais barato, provocado pela redução de uso de matéria-prima.

Já os produtos aprovados, os outros 50%, foram os seguintes: café Tupiara de 500 gramas; açúcar Dolce, pacote com um quilo; sal Cisne, também com um quilo; macarrão Adria, de 500 gramas; sal Lebre, de um quilo.

De acordo com Brizzi, o Ipem seleciona os ítens que devem passar por aferições seguindo um teste seletivo no próprio mercado em que é coletado. Feita a pesagem numa balança do estabelecimento, os ítens considerados suspeitos pelos técnicos são recolhidos para análise.

Ele disse ainda que as empresas fabricantes dos produtos reprovados já foram notificadas pelo Ipem para retirarem o lote com problemas de circulação e também foi lavrado auto de infração, que tem um prazo de 15 dias para ser contestado pelo fabricante. Para as empresas primárias, a multa chega a R$ 2.300,00. Para as reincidentes, o valor dobra, ou seja, vai para R$ 4.600,00.

Os produtos foram coletados no início da semana passada, em estabelecimentos comerciais de Bauru, Santa Cruz do Rio Pardo e Dois Córregos.

O superintendente regional do Ipem adiantou que a próxima aferição do Ipem será sobre produtos para festas juninas, desde doces até fogos de artifício. Serão aferidos, obviamente, os pesos e as medidas de cada produto. O item segurança e acomodação dos fogos nos depósitos estão de fora da análise do Ipem.