10 a 15 pessoas desaparecem todo mês em Bauru
10 a 15 pessoas desaparecem todo mês em Bauru
Texto: Adriana Amorim
A Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG/Garra) registra mensalmente de 10 a 15 pessoas desaparecidas na cidade. A maioria dos casos envolve adolescentes, sendo que cerca de 30% deles têm relação com o uso de entorpecentes.
Segundo o delegado JJ Cardia, aproximadamente 80% dos desaparecidos são adolescentes. O restante compreende, na grande maioria, pessoas com problemas mentais e idosos. Em média, o desaparecimento tem duração de uma semana.
Os adolescentes, no entanto, muitas vezes ficam dois ou três dias longe de casa. Desentendimento com os pais, envolvimento com drogas e fuga com o namorado são motivos que geralmente levam os adolescentes a deixar a casa. "Algumas vezes, eles ficam na casa de amigos, mas não avisam os pais", explica o delegado.
Ele diz que em algumas situações o adolescente fica na rua para usar drogas, mas não acredita que eles caiam nas mãos de traficantes. "Acredito que eles não fiquem com traficantes mas não posso garantir que eles não participem do tráfico, uma vez que todo usuário
é um traficante em potencial". Quando os adolescentes são encontrados pela polÃcia usando drogas são encaminhados à Vara da Infância e Juventude.
Fora da rotina
Para que seja caracterizado o desaparecimento, basta que a pessoa tenha fugido da rotina. Por exemplo: se o horário de um estudante chegar em casa é 13 horas e ele não apareceu até à s 18 horas, a polÃcia deve ser acionada.
"Tudo o que foge da rotina merece atenção", explica Cardia. "O quanto antes formos procurados é melhor porque as buscas começam mais cedo". Ele lembra que a apresentação de uma fotografia no momento de registro do boletim de ocorrência é importante para facilitar a identificação.
Ontem, foi esclarecido o caso do garoto Paulo Ricardo Dias, 11 anos, que havia desaparecido na semana passada. A DIG/Garra foi informada que ele estava desde a última sexta-feira no Conselho Tutelar.
A polÃcia trabalha ainda no caso da adolescente Adriana Aparecida Trombini, 16, que está desaparecida desde o dia 30 de abril deste ano. Adriana provavelmente está usando o nome de Cristina. Seu pai, o aposentado José Roberto Trombini, morador do Jardim Eldorado, pede para que qualquer informação seja passada à famÃlia pelo telefone 239-2040. Segundo Cardia, há indÃcios de que ela esteja em Garça.
A famÃlia de Maria José Silva, 39, também procura informações sobre ela, que está desaparecida há mais 11 dias. Ela mora na favela Ferradura Mirim, sofre de epilepsia e precisa tomar vários medicamentos. Maria José saiu de casa vestindo short cinza e bluza de frio vermelha. Informações podem ser prestadas à PolÃcia Militar pelo telefone 190.